Jesus ao lado de outros ilustres
Custou, mas foi. Depois de ter chegado ao título de campeão nacional logo na época de estreia, Jorge Jesus teve de esperar mais algum tempo para recordar a sensação de ser novamente rei de Portugal. Um segundo campeonato que o coloca lado a lado com outros ilustres antigos timoneiros das águias, que conquistaram igual número de títulos, como Béla Guttmann, Fernando Riera, John Mortimore e Toni (refira-se que o chileno iniciou ainda uma época que terminaria com o título para os encarnados mas que foi finalizada por Otto Glória).
No caso do húngaro e do chileno, os dois troféus chegaram consecutivamente, situação que não ocorreu com Toni e Jorge Jesus. Porém, o amadorense tem ainda possibilidade, caso cumpra o ano de contrato que lhe resta no vinculo, de aumentar o seu pecúlio e, assim, subir um pouco mais na hierarquia. Caso consiga o bicampeonato em 2014/15, Jesus igualará Lipo Herczka, Janos Biri, Jimmy Hagan e Sven-Goran Eriksson com três campeonatos nacionais. O líder, de resto, continuará a ser Otto Glória, com quatro – sendo que o último chegou numa temporada em que o brasileiro foi o terceiro e último técnico a passar pelo banco encarnado, ficando assim com a distinção.
De referir que Jesus passou a ser o técnico português com mais campeonatos ganhos, ao lado de Toni (Mário Wilson conquistou o outro, pois o resto chegou pela mão de estrangeiros, embora Fernando Cabrita tenha tido a sua quota-parte em 1967/68).
Dobradinha
Com o campeonato no bolso, Jorge Jesus tem agora uma boa possibilidade de chegar à dobradinha, que escapa a Benfica há 27 anos. Os encarnados procuram a liga e a Taça em conjunto pela 10.ª vez no seu historial, de forma a deixar bem vincado o seu domínio esta temporada.
Para Jesus, seria igualmente a primeira vez que celebraria no Jamor, ele que, como é do conhecimento geral, tanto preza a competição-rainha do calendário nacional e que há um ano viu escapar-lhe entre os dedos para o V. Guimarães.
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