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João Gabriel avalia momento do Benfica: «As arbitragens não foram azar nem coincidência. Foram consequência»

Antigo responsável pela comunicação das águias critica perda da influência encarnada nos "centros de poder"

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Gustavo Correia no Famalicão-Benfica
Gustavo Correia no Famalicão-Benfica • Foto: Luís Vieira/Movephoto

João Gabriel, antigo responsável pela comunicação do Benfica, voltou ao Linkedin para comentar o atual momento do Benfica, sobretudo depois do empate com o Famalicão, num jogo em que os encarnados se queixaram de erros de arbitragem de Gustavo Correira. Sobre isso, João Gabriel diz que o Benfica tem "razões de queixa", mas considera que estes são uma "consequência" de alguma das decisões da atual direção.

"Institucionalmente, o Benfica desapareceu dos centros de poder. Onde antes se via influência, hoje vê-se ausência. E há ainda um terceiro plano, talvez o mais preocupante: o da relação com as estruturas do futebol. O Benfica tem razão nas queixas a Gustavo Correia, isso é indiscutível, mas queixar-se agora das arbitragens é o mesmo que queixar-se de um assalto depois de deixar as portas escancaradas. O clube apoiou, de forma acrítica, um determinado 'projeto' para a FPF. As arbitragens não foram azar nem coincidência, foram consequência. O comunicado depois do sucedido na Taça de Portugal foi mesmo só isso, um inconsequente comunicado", escreve João Gabriel, já depois de ter explicado que o investimento avultado dos encarnados no início da temporada não teve como principal objetivo a conquista do título de campeão. E mostra-se preocupado se as águias não conseguirem alcançar a Champions.

"O Benfica investiu cerca de 138 milhões de euros na pré-época para ganhar as eleições primeiro e, depois, o campeonato. A ordem foi esta — e, em bom rigor, não haveria grande problema nisso se ambos os objetivos tivessem sido alcançados. O problema é que o investimento serviu apenas para segurar o poder, mas falhou no plano desportivo. Se falharmos a Champions o impacto financeiro será relevante, teremos menos receitas, menos capacidade para investir. E enquanto a equipa perde força, o clube perde estatuto", sustentou. 

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