João Gabriel, um recorde do Guinness e os "títulos que interessam": «Tempo de deixar os certificados de lado...»

Antigo diretor de comunicação do Benfica aborda eleições do Real Madrid e deixa farpas

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Sócios do Benfica no dia das eleições do clube
Sócios do Benfica no dia das eleições do clube • Foto: Lusa/EPA
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João Gabriel abordou esta segunda-feira as eleições do Real Madrid - Florentino Pérez bateu Enrique Riquelme e José Mourinho estará prestes a ser oficializado como treinador -, sublinhando que não há comparação entre o ato eleitoral no Benfica (em que os de participação) e nos merengues.

"Assistir a comparações entre a participação eleitoral do Benfica e a do Real Madrid, como se essa diferença representasse uma espécie de conquista europeia ou uma demonstração de superioridade institucional, é um exercício infantil e absurdo, de 'cegos' ou seguidistas acríticos. Passadas as últimas semanas, talvez seja tempo de deixar os certificados de lado e concentrar todas as energias naquilo que verdadeiramente interessa aos benfiquistas: recuperar a exigência competitiva e devolver ao clube os únicos títulos que verdadeiramente interessam", pode ler-se na sua conta de LinkedIn.

Leia a publicação na íntegra:

"Os títulos que interessam

Nas eleições de outubro do ano passado, a atual direção teve uma ideia tão simples quanto eficaz: transformar o ato eleitoral num desafio coletivo para bater um recorde do Guinness World Records. Do ponto de vista da mobilização, foi uma jogada inteligente. Manteve os sócios envolvidos, evitou a desmobilização dos eleitores, principalmente daqueles que já tinham votado, na primeira volta, pela continuidade.

O problema começa quando se confunde uma operação de marketing com um título. O Guinness é uma marca comercial, nada mais do que isso. O Benfica não precisava do Guinness para provar a sua dimensão, mas alguém precisou do Guinness para garantir o melhor resultado eleitoral. Legitimo sem dúvida, mas acessório e sem importância no registo histórico do Clube.

Por isso, assistir a comparações entre a participação eleitoral do Benfica e a do Real Madrid, como se essa diferença representasse uma espécie de conquista europeia ou uma demonstração de superioridade institucional, é um exercício infantil e absurdo, de “cegos” ou seguidistas acríticos.

Passadas as últimas semanas, talvez seja tempo de deixar os certificados de lado e concentrar todas as energias naquilo que verdadeiramente interessa aos benfiquistas: recuperar a exigência competitiva e devolver ao clube os únicos títulos que verdadeiramente interessam."

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