Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Ex-diretor de comunicação do Benfica diz que "clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo"
Seguir Autor:
João Gabriel voltou esta quinta-feira a apontar o dedo à direção do Benfica. Numa publicação na sua conta de LikedIn, o ex-diretor de comunicação dos encarnados sublinha que o "clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo" não agindo em conformidade em momentos cruciais em que se sente prejudicado e oferencendo "palco (...) a quem o desrespeita".
"No aniversário do clube - ao mesmo tempo que Rui Costa voltava a exigir respeito - Pedro Proença sentava-se na primeira fila da gala institucional mais simbólica do clube. O Benfica ofereceu palco, honra e centralidade institucional a quem — desde que chegou à FPF — o desrespeita. Não é apenas incoerente. É incompreensível. Tudo isto corrói, de forma ostensiva, a autoridade de qualquer instituição ou líder. De Rui Costa, Proença já teve o que queria. Talvez daqui a três anos, quando a nova campanha para a FPF se aproximar, volte a dar-lhe importância. Até lá, iremos de 'murro na mesa' em 'murro na mesa' até ao naufrágio final", pode ler-se.
Leia a publicação na íntegra:
"Indignação performativa
O permanente 'agarrem-me senão eu vou' — para depois ficar tudo na mesma, ou até recuar — passou a ser a marca desta direção do SL Benfica e do seu presidente. Quando um clube com a dimensão do Benfica ameaça, mas não age em conformidade, o efeito é o inverso: o clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo.
Em maio de 2025, após a final da Taça de Portugal e depois de um erro de arbitragem grosseiro que adulterou o resultado do jogo, o Benfica assumiu uma das posições mais duras dos últimos anos. Anunciou participações disciplinares, exigiu áudios do VAR, ameaçou recorrer a instâncias internacionais e suspendeu — supostamente — a colaboração com processos estruturantes do futebol português. Parecia um momento de rutura. Parecia, mas não foi. Foi um 'basta' inflamado, mas absolutamente inconsequente.
Relacionadas
Meses depois, já em campanha eleitoral, Rui Costa voltou ao mesmo registo. Falou em evidências, exigiu respostas ao Conselho de Arbitragem e à FPF, denunciou a dualidade de critérios e reiterou a necessidade de 'respeito'. O tom era o mesmo. A indignação também. Mas nada mudou. As palavras perderam-se na euforia da vitória eleitoral, enquanto, na Cidade do Futebol, prevaleceu o silêncio e a indiferença em relação às exigências vindas da Luz. O tal 'projeto' que se apoiou de forma cega para não ir em 'contramão', atropelou o Benfica de forma dolosa ou negligente, tanto faz!
Apesar de tudo isto, pasme-se, no aniversário do clube - ao mesmo tempo que Rui Costa voltava a exigir respeito - Pedro Proença sentava-se na primeira fila da gala institucional mais simbólica do clube. O Benfica ofereceu palco, honra e centralidade institucional a quem — desde que chegou à FPF — o desrespeita. Não é apenas incoerente. É incompreensível. Tudo isto corrói, de forma ostensiva, a autoridade de qualquer instituição ou líder.
De Rui Costa, Proença já teve o que queria. Talvez daqui a três anos, quando a nova campanha para a FPF se aproximar, volte a dar-lhe importância. Até lá, iremos de 'murro na mesa' em 'murro na mesa' até ao naufrágio final."
Relacionadas
Treinador revela ainda quais os momentos áureos que viveu com figuras ligadas ao Benfica
Considera que foi algo que aprendeu com o pai, Félix Mourinho
Ex-diretor de comunicação do Benfica diz que "clube fica preso a um ciclo estéril de indignação performativa para consumo externo"
Treinador do Benfica recorda, no Dia do Pai e em conversa na Rádio Renascença, alguns dos episódios que marcaram a sua infância
Apuramento dos leões para os 'quartos' da Champions permitiram Porugal reforçar o 6.º lugar
Treinador do Al Nassr com artigo de opinião semanal no nosso jornal
Jonathan David e Kolo Muani no centro das conversações
Calvário do guarda-redes do Celtic começou num jogo da Dinamarca contra Portugal. "Estou destroçado", afirma