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Presidente do Sindicato dos Jogadores espera que caso do jogador do Benfica seja exemplo contra discriminação
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O presidente do Sindicato dos Jogadores, Joaquim Evangelista, disse hoje que a suspensão de Prestianni por insultos homofóbicos a Vinicius Júnior deve ser um exemplo para o futebol, reiterando que este comportamento é tão grave como o racismo. Em declarações à Lusa, o dirigente sindical defendeu que o caso deve ser encarado como um alerta para todo o setor, sublinhando que episódios de discriminação "não têm lugar no futebol".
"Racismo, homofobia, xenofobia, violência, assédio ou doping, merecem o nosso total repúdio. Quem tiver estes comportamentos tem de ser penalizado", afirmou, acrescentando que "o insulto homofóbico é tão grave quanto o racista".
O responsável recordou que, desde o início do processo, o sindicato defendeu a presunção de inocência do jogador e a necessidade de um apuramento célere dos factos, considerando que esses princípios foram respeitados pela UEFA. "Era importante que houvesse um processo disciplinar com rapidez e rigor, e isso aconteceu", disse.
Apesar da condenação, o sindicato manifestou disponibilidade para continuar a apoiar o jogador, em articulação com a FIFPRO e com estruturas sindicais argentinas, incluindo apoio jurídico e psicológico.
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O presidente do sindicato defendeu ainda que o combate a comportamentos discriminatórios deve passar sobretudo pela educação e sensibilização dos agentes desportivos, alertando para a necessidade de reforçar a formação dos jogadores. "Temos de aproveitar estes casos para passar a mensagem de que estes comportamentos têm consequências e não são aceitáveis", referiu.
O dirigente considerou também que o futebol não está isolado destes fenómenos, refletindo tensões sociais mais amplas, mas frisou que cabe aos seus protagonistas dar o exemplo e promover uma cultura de respeito.
A decisão da UEFA surge depois do jogador do Benfica, Gianluca Prestianni, ter sido acusado pelo brasileiro Vinícius Júnior de proferir insultos racistas, no encontro frente ao Real Madrid, relativo ao play-off de acesso aos oitavos de final da Liga dos Campeões. No jogo, disputado em 17 de fevereiro, o árbitro interrompeu a partida e acionou o protocolo antirracismo, após a denúncia do internacional brasileiro.
Embora a acusação inicial tenha sido de racismo, a decisão final da UEFA, conhecida esta quarta-feira, condenou o argentino por "conduta discriminatória (homofóbica)", suspendendo-o por seis jogos. Além do castigo ao jogador, os incidentes resultaram numa multa de 40.000 euros ao Benfica e na condenação ao fecho parcial do estádio (500 lugares) por um ano, com pena suspensa, devido ao comportamento dos adeptos no mesmo jogo.
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