John Arne Riise: «Mourinho é um treinador inacreditável, mas Marco Silva e o Benfica podem combinar bem»
Ex-futebolista destaca trabalho feito no Fulham
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O ex-futebolista John Arne Riise crê que Marco Silva e o Benfica podem "combinar bem", caso se confirme a saída do treinador português do Fulham e a sua contratação pelos encarnados para suceder a José Mourinho.
Reconhecido sobretudo pela passagem pelo Liverpool, entre 2001 e 2008, o antigo defesa também competiu na Premier League inglesa pelo Fulham, entre as temporadas 2011/12 e 2013/14, e considerou que a eventual mudança para as 'águias' é "uma grande oportunidade" para o técnico, de 48 anos, face ao "bom trabalho" em Londres, nas últimas cinco épocas.
"Tem feito um bom trabalho. O Fulham está a tentar a sua permanência. Para Marco Silva, é uma grande oportunidade assumir o Benfica. Será difícil ao Fulham mantê-lo. É um bom treinador, diferente de Mourinho. Toda a gente é diferente de Mourinho, de quem gosto. Acho-o um treinador inacreditável, mas Marco Silva e o Benfica podem combinar bem, se tomar essa decisão", disse, à Lusa.
Atento ao desempenho dos 'cottagers', que se classificaram na 11.ª posição da edição 2025/26 da Premier League, o norueguês, de 45 anos, também acompanha o Liverpool, formação que esteve "aquém do exigível" na temporada anterior, ao classificar-se no quinto lugar.
Após anunciarem, no sábado, a saída do treinador neerlandês Arne Slot, campeão na temporada 2024/25, os 'reds' vão começar a próxima época com um novo treinador, assim como o Manchester City, face à saída de Pep Guardiola, e o Chelsea, que contratou Xabi Alonso após o 10.º lugar de 2025/26, fatores que, a seu ver, vão aumentar a imprevisibilidade.
"A próxima época vai ser entusiasmante, mais imprevisível. O Arsenal irá fazer algum investimento para continuar forte, mas acredito que o Liverpool estará na luta pelo título", salientou o antigo lateral esquerdo.
John Arne Riise considerou também que o egípcio Mohammed Salah deixa a equipa de Anfield numa "boa altura", após nove épocas em que contribuiu com 257 golos e 120 assistências para um emblema que conquistou dois títulos ingleses e venceu uma Liga dos Campeões, em 2018/19.
"A saída dá oportunidade de afirmação a novos jogadores. O Salah foi espantoso no Liverpool, mas tudo chega ao fim. Agora é a hora de mudar, para ele e para o clube, que precisa de mais algumas mudanças para regressar à luta pelo título", ressalvou.
Protagonista de uma carreira sénior de 20 anos, período em que se contam ainda passagens pelo Mónaco e pela Roma, bem como 110 internacionalizações pela Noruega, o ex-jogador confessa ainda que Claudio Ranieri foi o treinador que mais o marcou, embora o francês Gerard Houllier tenha sido "muito importante", por o levar para o Liverpool, e o espanhol Rafa Benítez lhe tenha ensinado muito "sobre tática".
"O treinador que mais me marcou e realmente me aceitou pelo que sou, deixando-me jogar segundo o meu estilo, foi o Claudio Ranieri, na Roma. É um treinador e uma pessoa espantosa. Ele vê-nos não só como jogadores, mas também como pessoas. Gostei muito do tempo que passei com o Ranieri", diz, a propósito do seu treinador entre 2009 e 2011.
O antigo lateral esquerdo nórdico ficou, por isso, agradado, quando viu o técnico italiano, hoje com 74 anos, sagrar-se campeão inglês na época 2015/16, num percurso digno de 'conto de fadas' ao serviço do Leicester.
"Ele mostrou que o futebol, por vezes, pode ser imprevisível. Com um bom treinador e uma boa equipa, é possível vencer grandes coisas. O Ranieri teve uma grande carreira. Ainda falo com ele hoje. É uma excelente pessoa", disse o ex-jogador, que passou pelo Pine Cliffs Resort, em Albufeira, para orientar campos de treino para jovens.