Jorge Jesus explica opção por três centrais em Braga

Treinador do Benfica diz ainda que o futebol se vai aproximar de outras modalidades

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Para lá da sua análise à partida de Braga, Jorge Jesus explicou ainda a sua opção de atuar com três defesas centrais. Nesse sentido, o técnico do Benfica considerou que, cada vez mais, no futebol é necessário saber adaptar as equipas a diferentes sistemas, tal como se vê noutras modalidades.

"Nós, treinadores, projetamos para os jogos ideias de sistemas. Achava que hoje era um jogo que podia permitir ter um corredor central mais fechado. Podia fazer de duas maneiras: com três médios ou três centrais. Face ao Braga ter um jogo do corredor central muito forte e era preciso não deixar jogar entrelinhas. Foi isso que aconteceu. E deu certo, às vezes não dá. Mas quando não dá certo, ando a dizer isto há três anos, o futebol hoje vai evoluir de uma maneira, que uma equipa não pode e não vai conseguir,jogar no mesmo sistema. Vai ser como outras modalidades, em que os treinadores mudam constantemente o sistema. O futebol vai evoluir. Desde há três anos que o faço. Em sete meses não é assim tão fácil. Agora, dois, três, quatro anos, garanto que uma equipa minha mudava três vezes de sistema e iria saber fazê-lo", considerou, em conferência de imprensa.

Jesus falou ainda a situação de Lucas Veríssimo, que apresentou algumas queixas e foi substituído. "Começou a dizer que estava a sentir as pernas muitas pesadas, a sentir corpo. Bem, não sentia o corpo, a sentir-se doente. Antes do jogo tinha dito ao médico que não se sentia bem. Arrisquei sempre, não o quis tirar na primeira vez que se queixou. Se fosse lesão... Mas como era um estado do corpo, se não pode jogar a 100%, joga a 60 ou 70! Na segunta tentativa, com 2-0, já deu para o tirar. O que tem? Não sei, mas espero que não seja aquilo que penso!"

Por fim, Seferovic. O avançado suíço continua de pé quente e para Jesus isso é fruto do trabalho diário que tem sido desenvolvido. "A confiança vem com as vitórias, o avançado vive do golo. Começando a marcar, começa a ficar mais moralizado e as decisões dele são as melhores. É um jogador que na finalização, ainda hoje fez golo, mas teve duas oportunidades de cabeça em que tem de fazer golo. Está a melhorar nas hipóteses que tem: teve três oportunidades e fez um golo, não é mau. Há umas jornadas tinha de ter 4 a 5 oportunidades para fazer golo. Estamos a trabalhar individualmente na finalização. Ele tem vindo a melhorar. Os avançados vivem de golo. Podem até estar a fazer um grande jogo, a fazer assistências, mas se não faz golo fica sempre a duvidar. Está a marcar e fisicamente está muito bem".

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