Manuel Vilarinho: «Entrámos na era da modernidade»

O presidente do Benfica é um dos fundadores e líder do Conselho de Administração da empresa que irá controlar as subsidiárias do clube, inclusivamente a SAD. ”Será o orgulho dos benfiquistas”

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A SPORT Lisboa e Benfica, SGPS (Sociedade Gestora de Participações Sociais), SA existe desde as 17.30 horas de quarta-feira. ”Um momento histórico na vida do clube, que entra numa nova era”, definiu Manuel Vilarinho, presidente do Benfica, e um dos quatro fundadores individuais que assinaram quarta-feira a escritura que constitui a Sociedade, na sala da Direcção do clube da Luz.

A constituição da empresa que vai controlar todas as subsidiárias do grupo Benfica, a Sociedade Anónima Desportiva incluída, é considerado o primeiro passo para a concretização do modelo empresarial idealizado pelos órgãos sociais do clube e aprovado em assembleia geral no mês passado.

Para além de Vilarinho, também o vice-presidente da direcção Manuel Tinoco de Faria, e os presidentes da Assembleia Geral, Paulo Olavo Cunha, e Conselho Fiscal, Luís Nazaré subscreveram uma acção cada, das 50 mil (equivalente a 10 mil contos) que compõem o capital inicial da SGPS – o Benfica-clube subscreve 49996.

Manuel Vilarinho presidirá ao Conselho de Administração, de que serão vogais Manuel Tinoco de Faria e Mário Negrão e fiscal Vítor Nunes.

O homem que passa a acumular a presidência do clube com a presidência da SGPS destacou ”o mediatismo da escritura”. ”É a escritura mais mediatizada e sempre no nosso país, sinal da força do Benfica”, afirmou.

”Numa era em que os clubes, por força das circunstâncias, se tiveram de transformar em empresas, essa nova era vai ser do agrado e do orgulho de todos os benfiquistas”, prosseguiu Vilarinho.

O presidente do Benfica concluiu a sessão, afirmando em tom solene: ”O Benfica entrou na era da modernidade.”

Notário é um perito em futebol

O notário que quarta-feira realizou a escritura da constituição da Sport Lisboa e Benfica, SGPS, SA é um homem habituado a assuntos desportivos.

Carlos Almeida trata no seu escritório notarial, no centro de Lisboa, de todos os contratos de jogadores do Sporting, já fez escrituras relativas ao Campomaiorense e a outros clubes e até influi nos vínculos de atletas da Liga espanhola.

”O Roy Makaay, o Philip Cocu e o Marc Overmars, por exemplo, assinaram os seus contratos no nosso cartório, aproveitando a zona franca da Madeira”, explica.

Dois assuntos relativos a Vale e Azevedo, um da sua vida particular e outro da vida do Benfica, passaram também pelas mãos do notário Carlos Almeida.

Mas o homem que participou num dos dias mais importantes da vida do Benfica é sócio do Sporting, facto que é do conhecimento do amigo pessoal Paulo Olavo Cunha. A secretária do líder da Assembleia Geral, que ajudou ao processo, também é leonina e até o secretário que leu a escritura, Arnaldo Mansos, não se emocionou particularmente com a assinatura porque é do FC Porto.

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