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"Saiu daqui com a autorização da mãe e eu como pai dele. Fui eu que o representei até ele ser maior de idade...
O antigo capitão do Benfica Mário Coluna disse este domingo que a morte de Eusébio, que "tinha como um filho", é triste para o futebol mundial e para Moçambique, uma vez que a "pantera" também "representava o desporto moçambicano".
Quando chegou a Lisboa, em dezembro de 1960, para jogar no Benfica, Eusébio da Silva Ferreira levava uma carta da sua mãe dirigida a Mário Coluna, em que esta pedia ao capitão moçambicano que tomasse conta do seu filho.
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"Saiu daqui com a autorização da mãe e eu como pai dele. Fui eu que o representei até ele ser maior de idade. Tinha-o como um filho, e, por isso, hoje é um dia muito triste", lamentou Mário Coluna em declarações à agência Lusa.
A jogar pela equipa portuguesa encarnada, Mário Coluna e Eusébio brilharam mundialmente na década de 1960, representando a conquista da Taça dos Clubes Europeus, em 1962, frente ao Real Madrid (5-3), no Estádio Olímpico de Amesterdão, na Holanda, um dos momentos mais importantes da carreira de ambos os jogadores, naturais de Moçambique.
Os dois jogadores partilharam ainda o terceiro lugar da seleção portuguesa no Campeonato Mundial de Futebol de 1966, disputado na Inglaterra. Embora tenha passado grande parte da sua vida em Portugal, ao contrário de Mário Coluna, que regressou a Moçambique depois do período de independência, na década de 1970, Eusébio é tido pelo seu "pai" como moçambicano.
"O Eusébio representava Moçambique no desporto, portanto, ele era moçambicano. Os moçambicanos estão tristes com esta notícia", concluiu Coluna. Eusébio da Silva Ferreira nasceu no bairro da Mafalala, em Lourenço Marques (atual Maputo), a 25 de janeiro de 1942. Morreu hoje aos 71 anos, em Lisboa.
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