Para poder usar esta funcionalidade deverá efectuar login.
Caso não esteja registado no site do Record, efectue o seu registo gratuito.
Candidato defende que o antigo presidente "teve o seu tempo" e sublinha que "os sócios não sofrem de amnésia"
Seguir Autor:
Martim Mayer reagiu de forma crítica ao anúncio da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica, cenário que admite não o ter surpreendido. Depois de dizer que "o Benfica não é nem um reino nem uma imobiliária", o empresário acusa o antigo presidente de ter desprezado o debate durante vários anos. "O Benfica não precisa agora de regressos messiânicos", sublinha o candidato em comunicado divulgado nas redes sociais.
Leia o comunicado na íntegra:
"É sem surpresa que assistimos à candidatura de Luís Filipe Vieira à Presidência do Sport Lisboa e Benfica. Surpresa seria, de facto, Vieira resistir à tentação de o fazer, e não voltar a um palco que sempre confundiu com propriedade privada, em que afirmou que até as pedras da calçada salvou. Tal como já o disse publicamente no dia 9 de julho, deveria evitar fazê-lo em defesa do bom nome do Clube. Se esta atitude me parece transversal a quem se preocupe em não misturar o Benfica com os seus problemas pessoais, quando os processos que decorrem na justiça dizem respeito ao seu anterior exercício de funções como Presidente do SLB, é de mau senso apresentar-se e querer ir a votos para essas mesmas funções. Penso que os sócios do Benfica saberão ver isto com clareza.
Luís Filipe Vieira teve o seu tempo. Construiu património, reforçou significativamente a formação, e esse mérito deve ser reconhecido. Mas o Benfica não é nem um reino nem uma imobiliária. Vieira disse um dia que tinha visto “uma luz”. É pena que essa luz não ilumine as suas atuais ideias fazendo-o ver que o Benfica é muito grande e que em vez de tentar acender de novo um candeeiro gasto, com lâmpada fundida, deveria dar espaço ao surgimento desta mudança necessária e urgente e promover a renovação de que o Clube tanto precisa.
Se durante anos desprezou o debate, recusando-se a discutir ideias e chegando a achar que havia democracia “a mais” no Clube, agora exige ser ouvido e pede palco, posturas contraditórias, mas que encontram coerência no facto de subjugar os interesses do Clube ao seu interesse pessoal.
Os sócios não sofrem de amnésia. Lembram-se do que Vieira foi enquanto Presidente, e de um registo desportivo que, para o próprio é motivo de orgulho: 7 campeonatos em 18 anos. Pergunto eu em agosto de 2025: Para o Benfica queremos mais disto? Não. Obrigado, mas não.
O Benfica não precisa agora de regressos messiânicos, mas sim de um futuro fresco assente em competência, coragem e verdade. Precisa de um Presidente que ame verdadeiramente o Clube todos os dias e que faça desse amor o ponto de partida para todas as suas decisões. Precisa de uma Visão nova que saiba materializar a Grandeza Social e Cultural do Benfica em títulos e em Prestígio Internacional, sem mais tempo a perder e a grande ritmo.
Peço por isso aos Sócios do Benfica e também a Luís Filipe Vieira que, imbuídos no que diz a Nossa divisa “E Pluribus Unum”, condição primeira da grandeza do Benfica, me oiçam e deem o seu certo contributo. Que façam a sua parte para que o Clube possa caminhar para o futuro em linha com o que representa o nosso símbolo, a Águia – “que simboliza a elevação das aspirações do Clube, corolário de independência, autoridade e nobreza”.
É urgente que assim seja".
A análise ao discurso do treinador do Benfica
Nota positiva para os árbitros dos jogos do fim de semana
Presidente da FIFA promete "lutar com toda a força" contra qualquer tipo de discriminação no futebol
Análise ao clássico entre Benfica e FC Porto (2-2)
Casa do Benfica vista como uma forte alternativa ao Estádio Lusail, no Qatar
Dariusz Wójcik deu a sua versão dos factos sobre episódio com o treinador português
Amanda Farias publicou 'story' no Instagram
Avança o empresário