Mauro Xavier questiona segundo golo do FC Porto frente ao Marítimo: «Linha traçada à mão...»
Gestor lembra golo anulado ao Benfica por "quatro centímetros" em maio, diante do Sp. Braga
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A validação do segundo golo do FC Porto frente ao Marítimo (2-1) voltou a lançar gasolina para o debate em torno da arbitragem. Mauro Xavier, um dos rostos do movimento ‘Unum’, recorreu às redes sociais para defender a introdução urgente do fora-de-jogo semiautomático, aproveitando uma imagem do lance para criticar a atual utilização das linhas de fora de jogo traçadas pelo VAR.
"Dois minutos para validar um golo por um centímetro. Em maio, no Benfica-Braga, anularam um golo ao Benfica por quatro centímetros. Diferenças impossíveis de garantir com um frame escolhido à mão e uma linha traçada à mão", escreveu o gestor, numa publicação acompanhada pelo frame da análise ao lance que antecedeu o segundo golo portista.
Mauro Xavier defende que a discussão ultrapassa casos concretos e considera que o futebol português necessita de mudanças estruturais. "O fora-de-jogo semiautomático é urgente. Tal como uma auditoria independente ao VAR e uma reforma profunda da arbitragem", acrescentou.
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A posição de Mauro Xavier não surge de forma isolada. Recorde-se que o grupo de que fgaz parte apresentou recentemente um conjunto de 17 medidas para reformar a arbitragem portuguesa, entre as quais figura precisamente a implementação do fora-de-jogo semiautomático, apontado como uma ferramenta fundamental para aumentar a fiabilidade e a confiança nas decisões.
A reivindicação coincide também com a linha seguida pelo próprio Benfica. Os encarnados entregaram à Federação Portuguesa de Futebol, em setembro, um documento de propostas para a reforma do setor, assente em quatro pilares: independência, profissionalização, transparência e responsabilização. Entre as medidas defendidas pelo clube está igualmente a introdução da tecnologia de deteção automática do fora-de-jogo, a par da profissionalização integral das equipas de VAR.
Na mesma publicação, Mauro Xavier reiterou que o Benfica deve assumir um papel ativo neste processo. "O Benfica deve liderar esta mudança, apresentando uma proposta à votação na Assembleia Geral da FPF. A verdade desportiva exige transparência e ação. Não mais adiamentos", concluiu.