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As declarações do treinador do Benfica após a derrota com a Juventus em Turim
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O Benfica perdeu esta quarta-feira em Turim, diante da Juventus (0-2), na penúltima jornada da fase regular da Liga dos Campeões, um resultado que complica (e muito) a possibilidade de as águias seguirem em frente na prova milionária.
Em declarações no final do encontro, José Mourinho lamentou a falta de eficácia que a equipa teve em Turim, comentando ainda o cenário cada vez mais complicado que o Benfica tem na Liga dos Campeões.
"Sem dúvida, mas no futebol ganha quem marca e há mil exemplos de equipas que fazem pouco para ganhar e ganham. Hoje fizemos muito para ganhar, com as nossas limitações, fazemos um jogo forte, mas nos últimos 20 metros é preciso ser objetivo, partir a baliza, atacá-la com tudo. Tivemos algumas grandes oportunidades, outras que considero meia oportunidade, em que chegas a uma zona de finalização, com um passe a mais, outro a menos... No início da segunda parte foi quando essas ocasiões se acumulavam. Eu, atrás da minha experiência e olfato apurado, comentava com os meus companheiros que estávamos a por-nos a jeito para 'comermos' um golo. Depois, o banco deles é poderoso. Nós, obviamente, temos um banco diferente. Se o penálti entra... mas estamos outra vez no 'se, se'. Críticas ao Pavlidis diria que seria um menos um, trabalha imenso para a equipa, mas a equipa precisava de um golo para reentrar no jogo novamente. O Benfica fez para muito mais, mas no pragmatismo do resultado, perdemos", começou por dizer o técnico dos encarnados, aos microfones da Sport TV.
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Na antevisão disse que a equipa tinha de dar a cara em jogos como este. Sentiu que a equipa deu a cara?
"Sem dúvida. Por estarem a crescer é que também estão a jogar. Obviamente que também temos algumas lesões. Mas também há dores de crescimento. O McKennie apareceu uma vez na frente do guarda-redes e faz golo. A este nível é mais complicado, precisas de jogadores de corpo inteiro, com estaleca. Mas agora, dar a cara, assumir o jogo... Quando falei antes do jogo disse que o jogo seria dividido. A Juventus esteve em dificuldade, mas equipa italiana que depois começa a ganhar, é difícil. Depois, vi jogadores como o Barreiro e o Aursnes que têm jogado 90 minutos em praticamente todos os jogos, a fazerem um esforço extraordinário para conseguirem fazer o jogo que fizeram. Falei destes dois, mas poderia falar de muitos mais."
As contas difíceis do Benfica na Champions
"Olho para as contas de dois modos diferentes. O primeiro é que enquanto não nos disserem objetivamente e matematicamente que 9 pontos não chegam, nós vamos acreditar. A segunda é uma coisa que temos em termos de cultura como clube, é que no Benfica não são os objetivos que definem os níveis de motivação, de profissionalismo. Vamos com tudo até ao fim. E os jogadores, ao longo da época, se podem ter tido jogos de sair com a cabeça baixa e a exigirem mais da sua parte, neste caso, o que nos aconteceu no Porto e hoje, em termos de coragem, de qualidade, os jogadores têm de sair daqui valorizados. Temos de transformar a tristeza em motivação com base na confiança com que sais do jogo. Até aos últimos 20 metros do jogo, fomos muito muito competentes e corajosos, mas depois é como eu disse: temos de partir a baliza", terminou.
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