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Movimento Servir o Benfica faz balanço da Assembleia Geral: as vitórias e o que é possível melhorar

Votação online continua a ser tema controverso

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O Servir o Benfica emitiu um comunicado a fazer um balanço da Assembleia Geral de Sócios do Benfica, realizada no sábado. O movimento de sócios encarnados enalteceu alguns passos positivos que foram dados - e que há muito eram reclamados -, mas denuncia que ainda há passos a dar para que as reuniões magnas de sócios sejam mais transparentes. Nomeadamente, no que diz respeito ao voto à distância.

"A transmissão aproxima os sócios da Assembleia Geral. O voto à distância afasta-os dela. Este método de votação tornou-se um dos problemas mais graves da vida democrática do clube. Permite decidir sem ouvir, votar sem debater e aprovar sem escrutinar. Um sócio pode hoje pronunciar-se sobre as contas, o orçamento ou o património do Benfica sem ter acompanhado um único minuto da Assembleia Geral. Acresce que se trata de um método não auditável, que contraria a vontade, amplamente expressa durante a revisão estatutária, de acabar com o voto eletrónico", pode ler-se num extenso comunicado, que passamos a divulgar.

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Leia o comunicado na íntegra:

Assembleia Geral de 31 de Outubro de 2026

O Servir o Benfica congratula-se com a apresentação do novo emblema do Sport Lisboa e Benfica na Assembleia Geral do passado sábado, em cumprimento dos Estatutos aprovados em março de 2025. Lamentamos que tenha sido necessário mais de um ano e meio para dar o primeiro passo no cumprimento de uma norma estatutária clara e objetiva. Acompanharemos o cumprimento do compromisso assumido pelo Presidente de introduzir o novo emblema em todas as áreas do Clube nos próximos meses, incluindo os equipamentos de todas as modalidades.

Saudamos igualmente a publicação das actas das Assembleias Gerais na área reservada do sócio. Num passado recente, para consultar uma acta os sócios tinham de se deslocar ao Clube, entregar o telemóvel e consultar o documento sob a vigilância de um funcionário.

Mais do que um gesto de transparência, a publicação das actas permite uma análise objetiva das três reuniões da Assembleia Geral em questão. Demos particular atenção às perguntas dos sócios, nos mais variados temas. Nessas três reuniões, os sócios colocaram 155 questões. Apenas 40 tiveram resposta completa, 45 tiveram resposta parcial e 70 ficaram sem qualquer resposta. A Assembleia Geral de sábado não foi excepção e muitas outras perguntas ficaram por responder. Ouvir os sócios sem lhes responder não é participação democrática.

Saudamos também a continuidade da transmissão das Assembleias Gerais em streaming, algo que defendemos há vários anos e que permite aos sócios impossibilitados de estar presentes acompanhar a vida democrática do Clube.

A transmissão aproxima os sócios da Assembleia Geral. O voto à distância afasta-os dela. Este método de votação tornou-se um dos problemas mais graves da vida democrática do Clube. Permite decidir sem ouvir, votar sem debater e aprovar sem escrutinar. Um sócio pode hoje pronunciar-se sobre as contas, o orçamento ou o património do Benfica sem ter acompanhado um único minuto da Assembleia Geral. Acresce que se trata de um método não auditável, que contraria a vontade, amplamente expressa durante a revisão estatutária, de acabar com o voto eletrónico.

Mais de 8 mil sócios votaram, mas no pavilhão estavam apenas algumas centenas. É impossível saber quantos dos restantes acompanharam o debate pela transmissão, porque o sistema permite votar sem assistir à reunião.

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Com este modelo, a Assembleia Geral, o órgão máximo do Clube, fica reduzida a um acto de votação. Uma Assembleia Geral existe para debater, escrutinar e esclarecer e só depois decidir. Sem isso, o voto deixa de ser informado e a fiscalização dos órgãos sociais deixa de existir.

O Sport Lisboa e Benfica é muito mais do que a sua equipa de futebol e a vida democrática do Clube não pode depender da sua prestação. Um Clube com a nossa dimensão e história exige sócios informados, exigentes e participativos, independentemente dos resultados desportivos ou quem o dirige.

É esse o Benfica que defendemos. É por esse Benfica que continuaremos a intervir.

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