Notícia Record: Direção do Benfica arquiva processo disciplinar a Luís Filipe Vieira
Aperto de pescoço a um sócio em AG podia ditar expulsão, mas parecer jurídico externo indicou prescrição
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A direção do Benfica decidiu arquivar o processo disciplinar instaurado a Luís Filipe Vieira na sequência da agressão a um sócio durante uma Assembleia Geral dos encarnados realizada a 27 de setembro de 2019. Na altura, o então presidente das águias desentendeu-se durante os trabalhos da AG com o associado Manuel Gaspar, trocando insultos verbais e chegando mesmo a apertar-lhe o pescoço.
A direção solicitou ao departamento jurídico uma avaliação sobre o caso e os factos ocorridos na referida AG, sendo que, ao que Record apurou, a resposta, assente também num parecer externo, foi o de recomendar à direção que arquivasse o processo por os factos em causa já terem prescrito em 2020.
Ao que apurámos, não houve qualquer queixa formal do visado nem audição de testemunhas. Além disso, o próprio regime de amnistia de agosto de 2023 tornaria irrelevante qualquer processo. Ponderados todos os fatores, o parecer recomendou o arquivamento e foi essa a decisão da direção dos encarnados.
Em junho de 2024, um grupo de sócios recolheu assinaturas com o objetivo de recomendar à direção a abertura de um processo disciplinar tendo em vista a expulsão de sócio de Luís Filipe Vieira. O fundamento do pedido era a alegada violação da alínea j) do n.º 1 do Artigo 18.º dos estatutos - "Manter um comportamento cívico e disciplinar impecável dentro das instalações do clube, designadamente usar da maior correção e urbanidade nas reuniões onde participem" –, sendo que o nº 6 do artigo 56º permite ao presidente da mesa expulsar das AG qualquer sócio que viole a referida alínea.
Recorde-se que Luís Filipe Vieira candidatou-se às últimas eleições do Benfica, tendo obtido 13,86% de votos na primeira volta, ficando em terceiro lugar e arredado da segunda volta, em que Rui Costa venceu João Noronha Lopes.