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Diretor financeiro do Benfica em entrevista à BTV
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Nuno Catarino, diretor financeiro do Benfica, voltou a abordar o tema da centralização dos direitos televisivos, um acordo que terá de ficar fechado até à temporada 2028/29. Os encarnados suspenderam o seu lugar na gerência da "Liga Centralização" em julho de 2025, argumentando que a centralização não vai ao encontro dos interesses das águias. Rui Costa tem levado o tema à Assembleia da República nas últimas semanas.
"A forma como se consome e como se vê o produto já é muito diferente do que era há 10 anos, e o decreto de há cinco anos era baseado no que se fazia há 10 anos", começou por dizer o CFO do Benfica à BTV.
"Por isso, há aqui um desligamento, quase, da realidade do decreto-lei. E o decreto-lei, na prática, traz o formato de centralização Big Bang: há um dia maravilhoso em que aparece um mundo novo. Acho que todos já percebemos que não é isso que vai acontecer. E tinha obviamente um pressuposto que era: devolver 300 milhões de euros, que dava para acomodar algum crescimento para o Benfica, um maior crescimento para clubes mais pequenos, algum crescimento para os outros dois grandes, para o Sp. Braga, para todas as equipas."
"Ou seja, estávamos num mundo de maravilhas há cinco anos. Acho que todos já perceberam que isso não vai acontecer. Nós não temos estado só a lamentar-nos da situação. Tivemos a oportunidade de fazer propostas concretas, que também temos discutido no meio – com os operadores, nas reuniões da Liga", disse Nuno Catarino.
O vice-presidente do Benfica sublinhou que a centralização dos direitos televisivos não interessa ao clube: "A primeira coisa é: o Benfica não precisa da centralização para valorizar o produto que comercializa. O Benfica não precisa. Ainda agora foi ao mercado, em condições que já não eram muito fáceis pelo facto de só poder vender um produto para dois anos, quando toda a gente procura um produto a cinco anos, ou a 10 anos. É inaudito ir ao mercado para vender um produto desportivo a 2 anos, porque não há tempo suficiente para um operador, que queira inovar, fazer inovações suficientes no produto para ter resultados. Apesar disso, tivemos um resultado muito melhor do que qualquer pessoa no meio esperava, e muitas pessoas tiveram de engolir algumas coisas que disseram no passado, porque o resultado do Benfica foi superior àquilo que tinha antes, num contexto que eu já defini como adverso, com o qual todos concordamos. Mas, pronto, há esta questão: o Benfica não precisa da centralização."
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