O adeus emocionado a José Águas

O adeus emocionado a José Águas
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CENTENAS de pessoas estiveram terça-feira no último adeus a José Águas. A entrada do Cemitério de Benfica, onde o ídolo do clube da águia foi, de manhã, a enterrar, tornou-se pequena para receber tanta gente. Do ministro da Juventude e do Desporto ao cidadão mais anónimo foram muitos os que quiseram homenagear o homem que, por duas vezes, levantou a Taça dos Campeões Europeus como capitão do Benfica.

Manuel Vilarinho e António Simões, da actual estrutura directiva, Paulo Olavo Pitta e Cunha e Luís Nazaré, líderes da Mesa da Assembleia Geral e Conselho Fiscal, respectivamente, Toni e António Veloso, da equipa técnica, antigas glórias e colegas como Torres, Rogério, Germano, Mário João, Ângelo, Jaime Graça, Julinho e José Bastos, bem como Adriano Afonso, presidente da Mesa da Assembleia Geral da Liga, Rui Caçador, dos quadros da Federação Portuguesa de Futebol, e atletas como Marinho, Amaral, Pacheco e Valido foram presenças notadas.

Os antigos companheiros de José Águas no Benfica manifestavam-se desgostosos com a perda de um amigo. "É o quinto colega que vejo partir. Era o nosso capitão, amigo e confindente", declarou emocionado Mário João.

As qualidades futebolísticas, mas também humanas, de José Águas não deixaram de merecer referência. ”É um homem que ficará para sempre na história do Benfica”, afirmou, por exemplo, Toni.

”Depois de Eusébio é a referência máxima do clube. Ficará na memória não só dos benfiquistas como de todos os desportistas”, sublinhou o actual treinador do clube da águia.

Uma mensagem, de resto, já interiorizada pela nova geração. ”É o maior símbolo do Benfica a seguir ao Eusébio”, frisou Vítor Madeira, jovem atleta da equipa B. O segundo conjunto dos encarnados esteve, aliás, em peso na despedida do ídolo. ”É um exemplo para todos nós”, disse o capitão Carlos Mota. Que conta uma história curiosa: ”Quando no domingo se soube da notícia, o nosso treinador [José Morais] gritou para dentro de campo, pedindo que tudo fizéssemos para ganhar, no sentido de dedicarmos a vitória ao José Águas. Ganhámos [1-0, ao Sesimbra] e foi o que fizemos.”

Representantes de outros clubes da I Liga também se deslocaram ao cemitério de Benfica. Assim o fizeram Maurício do Vale (Sporting), José Couceiro (Alverca) e José Maria Salvado (E. Amadora).

O funeral saiu passavam poucos minutos das 10: 30 horas da igreja para o cemitério de Benfica. Antes realizou-se missa de corpo presente.

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