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As declarações do treinador do Benfica na antevisão ao jogo com o Tondela, marcado para domingo (20h30)
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José Mourinho fez este sábado, em declarações à BTV, a antevisão ao duelo entre o Tondela e o Benfica, marcado para amanhã, pelas 20h30. As águias chegam a esta partida da 20.ª jornada da Liga Betclic muito motivadas depois do triunfo histórico frente ao Real Madrid, na última ronda da fase regular da Liga dos Campeões, e sabem que não podem perder mais pontos na corrida pelo título.
"O dia seguinte [ao jogo do Real Madrid] foi livre, os jogadores não tinham um dia livre há muito tempo. Foi importante para 'acabar' com esse jogo, digamos assim. Tivemos mais um dia para pensar, para reviver, digamos. E para meter na gaveta. E agora, pouco tempo de trabalho obviamente, mas os três dias entre jogos é aquilo que consideramos o mínimo ideal para poder responder bem. E agora temos este jogo com o Tondela, que seguramente será em condições difíceis, condições climatéricas difíceis, eventualmente o campo também não será famoso. Mas tem de ser, temos de ir. E já agora aproveito a oportunidade. Obviamente que a nossa solidariedade está com aqueles cujas condições climatéricas não impedem de jogar bem, mas sim de viver nas condições mínimas. Para todas essas pessoas, o nosso abraço", começou por referir.
Benfica e Tondela vivem momentos totalmente distintos. Que adversário espera? "Um adversário que vai lutar pelos seus objetivos, como nós vamos lutar pelos nossos. Eles estão numa situação difícil, mas que conhecem bem. As equipas que são promovidas à 1.ª Liga, normalmente, no primeiro ano depois de terem subido, têm sempre épocas difíceis, onde vão lutar até aos últimos jogos pela permanência. Acho que isto é o Tondela. Mas vimos os jogos que o Tondela realizou, principalmente em casa e recentemente com o Sp. Braga, onde podiam perfeitamente ter ganho. Tiveram a infelicidade de não marcar um penálti a poucos minutos do final que os deixaria muito perto dos 3 pontos. Vão ser competitivos de certeza e claro que merecem todo o nosso respeito".
Comentário ao resultado do sorteio da Champions, reencontro com o Real Madrid: "Só tínhamos duas possibilidades, ou Real ou Inter. Não tínhamos muito por onde escolher. Tocou-nos o rei. No outro dia, quando um jogador do Real me ofereceu a camisola depois do jogo, eu, a brincar, mostrava aos meus colegas o símbolo que eles tinham no braço. São 15... São o rei. Com tudo o que isso significa. Não é só história. Vamos jogar contra o, seguramente, maior candidato a ganhar a competição. Mas temos três jogos antes, Tondela, Santa Clara e Alverca, e é nisso que temos de nos focar. Mas para acabar com o jogo que jogámos e com o Real, havia só uma coisa que queria dizer: o que o Courtois faz com o Trubin é de outro mundo. Nessas galas que se fazem no fim das épocas, o prémio de fairplay já está entregue. Arriscava-me a dizer que, dentro da tristeza da derrota, encontrou alguns segundos para estar feliz pelo seu colega que fez uma coisa de outro mundo. Dentro de um espaço-tempo em que só pensávamos em nós, parecia que estávamos totalmente isolados do mundo, não tive tempo de perceber o que o Courtois fez. Não me surpreende, porque foi meu jogador. É o melhor guarda-redes do mundo e, com esta atitude, demonstrou que fica na história da Champions como um grande, aconteça o que acontecer. O que fez é incrível".
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