O Seixal visto à lupa pelos italianos: sucesso da formação do Benfica destacado
'Gazzetta dello Sport’ detalha números da casa do futebol dos encarnados
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O Benfica chega esta noite ao duelo com o Milan sob os holofotes da imprensa italiana, que destaca o sucesso contínuo da formação encarnada e o papel determinante do agora denominado Adidas Futebol Campus, no Seixal, na produção de talentos para o futebol europeu.
Numa extensa reportagem publicada pela ‘Gazzetta dello Sport’, o jornal italiano sublinha que Ruben Amorim, Gonçalo Ramos e Diego Moreira têm um passado comum nas camadas jovens dos encarnados, sendo apenas alguns dos muitos jogadores que passaram pelo centro de formação benfiquista e atingiram o mais alto nível.
O Campus é apontado como um dos mais modernos centros de treino da Europa, detalhando o facto de dispor de nove campos, três dos quais de relva sintética, além de um edifício dedicado à formação com 86 quartos, ginásios, auditórios, piscinas e outras valências para o desenvolvimento dos jovens atletas.
A publicação recorda ainda os elevados encaixes financeiros obtidos pelo Benfica nos últimos anos com jogadores formados no clube. João Félix continua a liderar a lista, após a transferência para o Atlético de Madrid por 126 milhões de euros. Seguem-se Rúben Dias (71 M€ para o Manchester City), João Neves (66 M€ para o PSG), Gonçalo Ramos (65 M€ acrescidos de bónus), Victor Lindelöf (35 M€ para o Manchester United), Renato Sanches (35 M€ para o Bayern Munique), Bernardo Silva (15,7 M€ para o Monaco) e João Cancelo (15 M€ para o Valência).
Também Tomás Araújo mereceu destaque. O internacional português, que conquistou a Youth League em 2021/22, descreveu a chegada à equipa principal como "a concretização de um sonho", salientando a importância da componente humana na formação proporcionada pelo Benfica.
A reportagem inclui ainda uma entrevista com Guilherme Müller, responsável pelo desenvolvimento da formação encarnada, que revelou alguns dos princípios do modelo implementado por Rui Costa. Segundo o dirigente, apesar do Benfica já ter gerado mais de 600 milhões de euros em transferências de jogadores oriundos da formação na última década, o objetivo principal nunca foi esse.
"A nossa missão não é vender jogadores, mas desenvolvê-los para chegarem à equipa principal", explicou Müller, que identificou dois pilares fundamentais do projeto: a infraestrutura, representada pelo Benfica Campus e pelos centros de formação espalhados pelo país, e o capital humano, assente numa metodologia comum denominada "Formar à Benfica".
O responsável destacou ainda a importância de avaliar o potencial dos jovens e não apenas o rendimento imediato, realçando o acompanhamento psicológico disponibilizado pelo clube para ajudar atletas e famílias a gerir expectativas.
Com cerca de 600 jovens inseridos no programa competitivo, o objetivo mantém-se inalterado: promover pelo menos dois jogadores por época à equipa principal. Uma meta que ajuda a explicar porque continua o Seixal a ser visto como uma das maiores fábricas de talento do futebol europeu.