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Pavlidis admite saída do Benfica: «Tenho de ver o que posso fazer de melhor por mim e pela minha carreira»

Avançado grego garante que "decisão foi e será sempre desportiva" e não financeira

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Pavlidis tem sido sempre titular mas os golos não têm aparecido
Pavlidis tem sido sempre titular mas os golos não têm aparecido • Foto: Tony Dias/Movephoto

O futuro é uma incógnita para Vangelis Pavlidis, que admite a saída do Benfica. O ponta-de-lança não sabe qual será o passo seguinte na carreira, mas tem uma convicção: em qualquer que seja a decisão, dará prioridade à vertente desportiva. 

"Tenho de ver o que posso fazer de melhor por mim e pela minha carreira. Tal como no passado, nunca foi a vertente financeira que me levou a tomar uma decisão. E nem agora isso irá acontecer. A minha decisão foi e será sempre desportiva", afiançou, em entrevista ao 'FOSonline'. Pavlidis frisa, aliás, que os motivos que o levaram às Luz foram precisamente desportivos. 

"Que liga preferia para seguir a minha carreira? Devem saber que nunca tive as ligas em mente para fazer a minha escolha. Procuro a equipa que virá atrás de mim, se ela vier. O que quer que vos diga será mentira... Porque há dois anos não conseguia imaginar que viria para uma equipa destas [Benfica]. Tive outras propostas antes do Benfica, mas decidi ir para o Benfica. Não escolhi por causa da liga, foi a dimensão do clube que influenciou a minha escolha. Ofereceu-me um plano melhor, experiência e, acima de tudo, perspetivas. Sabia que iria jogar na Liga dos Campeões, sabia que seria titular, queria conquistar títulos. Foi por isso que escolhi o Benfica", revelou Pavlidis, de 27 anos. 

O balanço, em quase duas temporadas de águia ao peito, é positivo. "Nos últimos cinco anos [incluindo Willem e AZ Alkmaar] , trabalhei e esforcei-me muito. E tenho a sorte de estar numa enorme equipa como o Benfica agora, mas também antes, quando jogava pelo AZ Alkmaar, muito ofensivo e que me ajudou a marcar golos e a evoluir. Agora estou no Benfica, pensei que seria o melhor passo para a minha carreira. E, como se viu, foi algo muito positivo para mim e realmente a decisão certa. Tanto no primeiro ano quanto neste, adquiri grandes experiências. Quero jogar mais, quero marcar mais golos e tentar chegar ao mais alto nível possível. É assim que vejo e esse caminho continua na minha carreira", avaliou o ponta-de-lança, com 29 golos pelos encarnados esta época, antes de mencionar Harry Kane como um exemplo.

"É fantástico. Trabalha muito durante o jogo. Não é só marcar golos. Pressiona, cria jogadas, abre as defesas adversárias... Faz tudo", elogiou Pavlidis. 

Campeonato grego? "No futuro, talvez"

Se o futuro está em aberto, Pavlidis também não fecha a porta ao campeonato grego. "Nunca se sabe o que vai acontecer. No futuro, talvez. Veremos. Claro que vejo o campeonato grego, acompanho as equipas e os meus colegas da seleção. É um campeonato bonito e forte. As grandes equipas têm demonstrado, nos últimos anos, que melhoraram muito. As equipas mais pequenas poderiam ter-se saído um pouco melhor, para que a competição fosse ainda mais disputada. Tenho também muitos amigos na segunda divisão, por isso tenho contacto com eles e acompanho o que se passa por lá. Devem ser dadas mais oportunidades aos jogadores gregos", sugeriu o benfiquista, fazendo até o comparativo com o que observa em Portugal.

"Prefiro ver jogadores gregos nas equipas mais pequenas do que estrangeiros que não fazem a diferença. Não é bom que os jovens do nosso país não joguem e que os seus lugares sejam ocupados por jogadores medíocres do estrangeiro. Nos campeonatos em que joguei, o holandês e o português, os jogadores holandeses e portugueses tiveram sempre prioridade nas equipas. As equipas apoiam-nos muito nessas ligas e é assim que deve ser também na liga grega. Infelizmente, isso não acontece nem na primeira nem na segunda divisão. Não se esqueçam do que se passa nas nossas grandes equipas. Os jogadores que partem para o estrangeiro e protagonizam as transferências mais caras são os gregos. E isso diz-nos alguma coisa", acrescentou Pavlidis. 

Pai como maior crítico

Nem um hat trick diante do Barcelona "acalma"... o pai de Pavlidis, o maior crítico daquilo que faz em campo. "Sim, mas aquilo não fizeste bem... Poderias ter feito melhor", revela sobre a conversa com o progenitor após a derrota com os culés, por 5-4, no ano passado. "Se está mais calmo agora? Não, ele nunca acalma [risos...]. Faz sempre observações e quer sempre algo mais, mas o meu pai é assim!", gracejou.

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