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Argentino do Benfica concedeu uma entrevista na qual abriu o livro sobre o tema
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Gianluca Prestianni falou pela primeira vez de forma aberta sobre o sucedido com Vinícius Jr. no Benfica-Real Madrid, negando de forma clara as alegações de que terá proferido insultos racistas ao avançado brasileiro. À Telefe, o jogador do Benfica assumiu que o que mais lhe doeu foi terem-no acusado de algo que não fez, 'respondeu' à acusação de Kylian Mbappé em pleno relvado e, por outro lado, revelou ter-se explicado ao grupo após o sucedido.
"O que me doeu foi tratarem-me por algo que jamais fiz. Isso foi o que mais me custou. Mas felizmente estou muito tranquilo porque todas as pessoas que me conhecem sabem a pessoa que sou e isso basta-me. Estou muito agradecido ao clube [Benfica], que acreditou em mim e me apoiou em tudo. Tanto o clube como os meus colegas demonstraram-no internamente, e isso vale muito mais para mim do que publicar uma 'story' no Instagram", assumiu o argentino.
Já sobre a acusação de Mbappé, Prestianni assumiu ter ouvido as palavras que o francês disse no relvado. "Mas para nós, argentinos, aquilo é um insulto normal de jogo. Estão a chamar alguém de racista quando eu jamais o fui nem serei. É como se te estivessem a insultar apenas para te tirar do jogo. Jamais quis reagir nem vou reagir. Pelo contrário, a ideia é mostrar dentro de campo, a jogar."
Naquele momento, assume, uma das suas preocupações foi a sua família. "Punha-me a pensar no meu pai, na minha mãe, nos meus avós... ouvirem dizer tantas coisas que não sou nem que aconteceram. É feio e dói muito, especialmente por causa deles. Eu estou habituado, sou jogador, as pessoas vão falar sempre, mas eles não estão habituados. No momento do jogo o meu pai estava lá e estava a passar mal. Não gostava que me dissessem aquelas coisas."
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A frustração esteve sempre presente, especialmente quando não pôde jogar a segunda mão: "Isso doeu-me muito. Por algo que não disse, fui sancionado sem provas. Mas já passou. Estou muito agradecido à equipa técnica do Benfica que esperou por mim até ao último minuto para eu poder jogar."
Prestianni deixou ainda elogios a Mourinho - "é um craque" - e revelou ter tido uma conversa com o técnico e os colegas por conta desta situação. "Falei com ele e com os meus colegas para que ficassem tranquilos. Sim, falei com eles para esclarecer as coisas, porque se falava muito cá fora e os meus colegas podiam ficar confusos ou sentir-se afetados. Eu tenho colegas da mesma cor de pele que o Vinícius e nunca houve nada, pelo contrário. Depois queriam tratar-me como homofóbico... era de mais. Queriam criar confusão por coisas que para nós, argentinos, são insultos normais [de jogo], como 'maricón' ou 'cagón'. Mas felizmente a equipa e o treinador apoiaram-me."
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