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Treinador do Independiente del Valle lembra a influência do mentor e o dia em que se tornou técnico dos iniciados no Benfica
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Renato Paiva, treinador do Independiente del Valle e que passou durante quase duas décadas no Benfica, deixou vários elogios a Jaime Graça numa reportagem da BTV. O técnico lembrou algumas histórias e enalteceu a visão para o futebol da glória encarnada.
"Via coisas que mais ninguém via. Estava a ver os treinos constantemente. Muitas vezes dizíamos entre nós: 'Só ele é que viu isto'. Era o treinador dos treinadores. Deixava margem de manobra e de crescimento para os seus treinadores. Muitas vezes fechamo-nos no cargo de liderança e pensamos que nós é que sabemos por sermos líderes. Impomos e quase não deixamos os outros crescer. O míster Jaime era ao contrário, deixava-nos errar. Falava connosco sobre os temas, mas ficava contente quando crescíamos. Foi uma vivência de muitas horas. Bebemos tudo aquilo que é possível imaginar", sublinhou.
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Depois, lembrou o dia em que recebeu uma boa notícia. "Um dia disse-me que na próxima época ia treinar os sub-14. Ele tinha mais certezas do que eu. Eu disse que tinha pouca experiência e ele garantiu que já tinha visto o que tinha a ver. Ele estava a abrir-me as portas. Quando alguém te marca desta forma, tem de ser muito importante na tua vida. Se estou onde estou, devo-o ao míster Jaime", frisou, com uma garantia, que já tinha sido dada a Record. "Tudo o que farei no futebol será sempre para o míster Jaime Graça e por ele."
Quando foi campeão equatoriano pelo Independiente del Valle, o treinador fez questão de homenagear Jaime Graça ao vestir uma camisola com uma fotografia dele e percebeu a dimensão do antigo internacional português. "Nunca me poderia esquecer dele e fiz essa homenagem de uma forma internacional. No Equador, no Brasil, na Argentina, todos ligaram Jaime Graça à Seleção Nacional de 1966 e aos anos 60 do Benfica", salientou, considerando que Jaime Graça podia ter sido um treinador mais reconhecido. "O excesso de humildade não lhe permitiu ser um dos treinadores de referência do futebol português. Podia sê-lo pelo conhecimento, pela forma como dirigia e como chegava aos jogadores. Ele tinha um toque de Midas. Quando o Jaime dizia que um jogador tinha qualidade, ficávamos em alerta", enalteceu.
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