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16 maio

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Ressurreição de Jesus chegou na Páscoa

Ressurreição de Jesus chegou na Páscoa
Ressurreição de Jesus chegou na Páscoa

A imagem mais icónica do último campeonato foi, sem dúvida alguma, o ajoelhar de Jorge Jesus no Estádio do Dragão depois do golo de Kelvin nos descontos, que tirou um título feito ao Benfica. Quase um ano depois de uma das maiores desilusões da história encarnada, o técnico "ressuscitou"  e escolheu, nem de propósito, o domingo de Páscoa para celebrar o seu segundo campeonato na Luz.

Com novo título no bolso, a final no Jamor por disputar (na sequência de uma retumbante vitória sobre o FC Porto) e ainda aspirações em chegar novamente à final de uma competição europeia deram novamente a Jesus uma aura apenas vista no primeiro ano, quando o denominado "rolo compressor" impressionou tudo e todos.

Até à cidade prometida

Os insucessos também na Liga Europa e Taça de Portugal, aliadas ao desentendimento com Cardozo, deixaram Jesus na corda bamba em maio passado. Somente Luís Filipe Vieira conseguiu segurar o técnico, perante a contestação interna e externa, neste último caso bem visível até às primeiras semanas da corrente temporada. A vantagem precoce de 5 pontos por parte do FC Porto agudizou esse sentimento, deixando Jesus à beira de nova ida à cruz da Luz.

Contudo, e pese a eliminação na fase de grupos da Liga dos Campeões (com uma pontuação elevada), o técnico soube reerguer a equipa e, quando chegou à liderança, exatamente a meio do campeonato, não mais a largou, o que significa que passará meia volta (mais a 11.ª jornada) sempre no topo. Um bom desempenho na Champions era considerado crucial para a continuidade do treinador - e, já agora, para reconquistar a confiança das bancadas - e os 10 pontos angariados, ainda assim, funcionaram como incentivo para a Liga Europa, onde as águias vêm desenhando um trajeto incólume.

Reinvenção

Depois do futebol de ataque ter evidenciado a equipa de 2009/10, Jesus soube aprender com os erros e moldou um conjunto mais pragmático. Diminuiram de forma significativa o número de golos marcados mas também os sustos e erros que deitaram tudo a perder em épocas anteriores.

O próprio Jesus moldou o seu discurso, optando por uma toada mais humilde quando instado a falar dos seus feitos e preferindo, não raras vezes, por salientar os desempenhos dos seus pupilos, como sucedeu na 2.ª mão das meias-finais da Taça de Portugal, frente ao FC Porto.

Redenção total

Com o título no bolso, Jesus tem agora uma excelente oportunidade para se vingar dos fariseus, que é como quem diz, de quem o crucificou a época passada. Uma eventual conquista da Taça de Portugal e da Liga Europa fará de 2012/13 apenas um pesadelo longíquo e, definitivamente, eternizará o treinador como um dos melhores da história encarnada, se não mesmo o melhor...

REGISTO DE JESUS NO BENFICA

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