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Roger Schmidt: «António Silva e João Neves nem eram conhecidos»

Treinador lembra que jogadores tinham pouco estatuto quando chegou à Luz e garante ver muitos jovens "com medo de serem vendidos"

• Foto: Pedro Ferreira

António Silva e João Neves são dois dos jovens mais cobiçados do futebol europeu, mas Roger Schmidt recordou que a situação era diferente há pouco tempo. O treinador do Benfica sublinhou que os dois jogadores só se tornaram conhecidos depois da sua chegada. "Os jogadores dão um salto todos os anos. É uma parte importante do ADN do clube. Jogadores como António Silva e João Neves nem eram conhecidos quando eu comecei", descreveu à revista alemã ‘Sportschau’, numa entrevista sobre o trabalho dos encarnados ao nível da formação.

Quando Schmidt chegou, no verão de 2022, os dois gozavam do estatuto de vencedores da Youth League, mas viviam momentos diferentes. António Silva foi peça-chave na fase final da prova e convenceu o alemão logo na pré-temporada de 2022/23. Por outro lado, João Neves estava na sombra, já que não participou nos últimos jogos da competição devido a uma grave lesão, mas viria a ser lançado pela primeira vez na equipa principal em dezembro de 2022, quando o Benfica defrontou o Sevilha num particular. Estreou-se de forma oficial nesse mês, tornou-se fundamental na fase final da época e é hoje indiscutível no miolo.

Comprometidos

Os dois estão na mira de tubarões, mas tal não quer dizer que a vontade deles passe pela saída. O técnico sublinhou que muitos jovens mostram receio em serem transferidos face à paixão pelo clube. "É um sonho para os jovens jogadores do Benfica estarem um dia em campo pela equipa profissional. Os jogadores não querem sair, dão tudo por este sonho. Quando chegam à equipa principal, ficam extremamente orgulhosos e, literalmente, com medo de serem vendidos. Eles querem jogar no Benfica", registou Schmidt.

Para fundamentar esta tese, o alemão, de 56 anos, sublinhou que o Benfica "é muito mais do que um clube de futebol", deixando uma palavra sobre os adeptos. "Para se entender o Benfica tem de se estar aqui. Dos 10 milhões de portugueses, aproximadamente 6 milhões são do Benfica. Para a maioria dos portugueses, é uma parte importante das suas vidas. Quando um jogador da formação entra como suplente, há um burburinho no estádio. Cada ação do jogador é comemorada", frisou. Perante esse contexto, Schmidt reforça que "a continuidade é a chave para o sucesso".

Seixal celebra ascensões com bolo

A 'Sportschau' fez reportagem no Benfica Campus para compreender o trabalho feito no Seixal e Pedro Mil-Homens, diretor-geral da formação, descreveu que a estreia de jovens na equipa principal celebra-se com bolo e uma grande dose de alegria. "São sempre momentos de orgulho para todos nós, mesmo que o bolo seja apenas um símbolo. Todos os rapazes que treinamos aqui têm um único sonho: jogar na equipa principal do Benfica", explicou.

Por Rafael Soares
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