Rui Costa: «O tricampeonato foi desgastante para os jogadores e para a estrutura»
Administrador da SAD do Benfica recorda série vencedora dos encarnados
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Rui Costa explicou na BTV como é ser dirigente, depois de tantos anos a pisar os relvados como jogador, e abordou a série vencedora do Benfica, que a seguir ao tetra não conseguiu chegar ao penta.
Dirigente vs jogador
"São sentimentos diferentes. O título de jogador é diferente. O de dirigente dá-te a satisfação de ao longo do ano teres ajudado a criar as condições para que esse título possa ser festejado. Logo por aí são dois sentimentos diferentes, estar em campo ou fora, é muito diferente para o ser humano especialmente para quem tanta paixão teve pelo futebol."
O tetra
"Foram dadas todas as condições para se abrir, queríamos até que fosse mais amplo, queríamos chegar bem mais longe. Chegámos a algo na história do Benfica que foi único. Se analisarmos a abertura do ciclo, depois de conquistarmos o bi, que era o meu primeiro, chegámos ao tri, algo que o Benfica há mais de 30 anos não conseguia obter, e ao tetra, que era a primeira vez na história do clube. Tiveram um significado muito grande pelo projeto muito bem construído. O presidente colocou todas as condições à disposição do futebol para se poder chegar onde nós chegámos. Se tiver de nomear um, direi o tricampeonato porque foi o mais difícil de conquistar e onde houve mais polémica durante todo o ano. Foi extremamente desgastante para os jogadores e estrutura."
Festejos e Shéu
"Eu corria que nem um desalmado e festejar por aí fora. Aquilo que vimos é o respeito e admiração que todos as pessoas tinham pelo Shéu, sempre com uma boa palavra e o tom justo em cada intervenção ser ouvido. Tinha mais sangue quente do que o Shéu, ele tenta tranquilizar-me nos momentos de maior nervosismo. São formas de estar, caráter diferentes. Sou mais quente do que o Shéu."