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Nuno Catarino, CFO do Benfica, fala da centralização dos direitos televisivos
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Nuno Catarino, vice-presidente do Conselho de Administração da Benfica SAD, foi um dos convidados da 3.ª Conferência Bola Branca, da Renascença, a decorrer esta terça-feira em Lisboa,e abordou a questão da centralização dos direitos televisivos. "Temos de pensar se ao darmos um passo em frente não estamos a dar um passo para o precipício. Basta dar um passo atrás, refletir sobre como tornar o produto melhor e dar dois passos em frente", alertou.
Como fica a centralização dos direitos com suspensão do Benfica? Qual a estratégia?
"Queremos trabalhar para a valorização do futebol português. O objetivo principal é valorizar o futebol português, mas ao valorizarmos o Benfica estamos a valorizar o futebol português. Queremos fazer promover o espetáculo, o produto, mas sem darmos um passo atrás – temos de fazer uma reflexão, sobre vários elementos essenciais, não apenas videoarbitragem, mas os quadros competitivos. Há várias questões que têm de ser resolvidas. Temos de pensar se ao darmos um passo em frente não estamos a dar um passo para o precipício. Basta dar um passo atrás, refletir sobre como tornar o produto melhor e dar dois passos em frente".
O Benfica não parece muito alinhado.
"Sempre estabelecemos princípios básicos, condições comerciais. Correu riscos que mais nenhum clube correu na altura. Estamos disponíveis para participar num projeto de valorização do futebol português, mas que comece no valor que o Benfica tem hoje e vai ter no futuro. A partir daí, se for para melhorar e distribuir melhor por todos, muito bem. Mas temos de começar pelo valor que os clubes têm hoje em dia."
Distribuição de valores
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"Cada mercado tem as suas regras. A forma como se distribui é talvez o menos importante. Passamos demasiado tempo a falar como é que vamos distribuir coisas que ainda nem sequer criámos. Primeiro temos de criar um produto melhor, há condições para isso. Os nosso jovens têm um talento nato. Como é que vamos criar o produto melhor? Quando definirmos um produto melhor, vai ser melhor para todos. Temos alguns exemplos, as apostas começaram ao contrário. Era para o dinheiro ser investido em infraestruturas, mas o único investimento em alguns estádios é feito por poucos clubes. Quando o Benfica vai jogar fora, não encontra estádios e balneários em condições. Para onde vai esse dinheiro? Quando construímos uma casa, começamos pelas fundações. Se começamos pelo telhado podemos não ter o chão. O nosso alerta é que temos de encontrar um chão. Temos uma nova liderança da Liga, tem de ter o seu tempo. Temos de ter um passo na valorização do produto."
Quanto vale o futebol português?
"Trabalhei 25 anos como consultor de negócios e há uma regra básica: as coisas valem o que as pessoas pagam por elas. Podemos ir longe nesse número e podemos não ir. A ambição da Liga demasiada? É possível, é desejável, vai requerer inovação a nível do produto, coragem e determinação, o que não tem acontecido. Recordo que o Benfica, na altura que se criou a BTV, foi buscar os direitos da liga inglesa. Toda a gente dizia que era uma loucura e correu bem. Se não tivermos o arrojo de pensar diferente e só discutirmos chaves de distribuição de uma coisa que não está criada vai correr inevitavelmente mal. O Benfica não muito está disposto para contribuir para discussões estéreis."
A BTV deixará a realidade atual com a centralização de direitos?
"Porquê? O nosso projeto de comunicação tem reformulado e teremos desenvolvimento no futuro. Temos muitas ideias, mas a reformulação é inevitável, mas não descarto nada. Se fizermos uma lista dos 20 jogos mais vistos em Portugal, 17 são do Benfica. E são 17 porque só há 17. Isto tem de ser valorizado e visto pelo valor que vale."
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