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06 abril

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Toni: «Saídas vão abalar estrutura»

Toni: «Saídas vão abalar estrutura»
Toni: «Saídas vão abalar estrutura»

Antigo médio, técnico e diretor desportivo das águias estima equipa de “qualidade inferior” se se confirmarem as transferências de jogadores nucleares em 2013/14...

RECORD – O Benfica inicia a preparação com o plantel indefinido. Concorda?

TONI – Não sei qual será o desenho do plantel do Benfica para a próxima temporada. Para já, é sabido que Garay deixa o eixo da defesa. Sabe-se, também, que Rodrigo e André Gomes estão de saída e não sei se haverá um volte-face. E fala-se, ainda, em Enzo Pérez, Oblak, Gaitán e Markovic. Há algumas indefinições. Mas entre estas dúvidas, quando se olha para Benfica, Sporting e FC Porto nota-se que até este momento o investimento não é tão elevado como noutras épocas. São sinais dos tempos e os dirigentes tiveram de se adaptar a esta realidade, que veio para ficar. Daí que aquela base que em duas épocas fez trajetos semelhantes com resultados diferentes esteja indefinida. A confirmarem-se, aquelas saídas vão abalar a estrutura que venceu três provas a temporada passada.

R – Está preocupado?

T – Como adepto... O adepto do Benfica é exigente. Gosta de ver a sua equipa estabilizada, não quer um campeonato agora e outro depois;quer uma certa hegemonia. O que se vê é um Sporting rejuvenescido, diferente, um FC Porto que vive os mesmos problemas a tentar reconstruir-se e um Benfica que tinha uma base muito boa. Vai manter o treinador, mas importa perceber se mantém os jogadores. Vamos ter um Benfica de qualidade inferior se perder elementos nucleares. Para já, está confirmada a de Garay, um baluarte nas últimas duas temporadas. Desfez-se uma dupla de grande nível. É importante que as saídas sejam compensadas com entradas.

R – Como analisa o reforço do plantel?

T – A época passada o Benfica manteve a base e viram-se os resultados. Ficaria menos preocupado se o Benfica apostasse na continuidade dessa base, na estabilidade do plantel. Mas é preciso perceber a conjuntura e o presidente tem feito esses avisos há já algum tempo.

R – Vamos ter um Benfica a recomeçar do zero?

T – Do zero não vai recomeçar. Nesta altura, o único dado adquirido é a saída de Garay, mas quem tem de fazer esse exame é o treinador.

R – Considerando essas possíveis saídas e entradas, o Benfica, enquanto campeão, parte como favorito?

T – O Benfica, historicamente, tem uma boa dose de favoritismo. Essa dose aumenta se garantir a estabilidade do plantel. Houve um período em que o FC Porto dominou, depois alternou com o Benfica, mas agora é preciso contar com um Sporting muito mais forte, que tem apostado em contratações cirúrgicas, dentro das limitações a que tem estado sujeito.

R – Então, perante essas alterações, é realista pensar-se numa temporada como a anterior?

T – O Benfica luta sempre para conquistar as provas nacionais. Na Liga dos Campeões deve estar presente a possibilidade de ultrapassar a fase de grupos;se não acontecer, resta ir o mais longe possível na Liga Europa, sabendo que há equipas muito mais fortes do ponto de vista financeiro do que o Benfica. Quando se define objetivos, é preciso considerar os meios financeiros, físicos – o clube tem um bom estádio, um local para treinar... – e os jogadores à disposição. Nesta altura, temos duas equipas nacionais a entrar diretamente na Champions e outra que vai disputar o playoff. Vamos ver como será daqui a cinco anos. O futebol é como a sociedade. Esta conjuntura tem prejudicado mais os países emergentes. Há um fosso cada vez maior entre ricos e pobres. Os clubes viveram acima das suas possibilidades e agora o crédito fechou-se.

R – A política do Benfica é a mais adequada face ao período em que vivemos?

N – O pragmatismo e o realismo não retiram ambição a Luís Filipe Vieira. Isto mesmo sabendo que clubes como Chelsea, Real Madrid ou PSG têm capacidade financeira superior. Ainda recentemente li uma declaração de Arsène Wenger, que dizia ter 120 milhões de euros para gastar em contratações. Se Jesus tivesse esse dinheiro, nem precisava de investir em contratações. Apenas não era obrigado a vender.

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