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Uma multidão enfurecida gritou Benfica, ontem, depois de ter invadido o relvado para socorrer um adepto que estava a ser agredido pelos seguranças. O povo terá festejado não apenas o resultado mas, também, a vingança sobre os agentes.
"Árbitro, a família está contigo", podia ler-se no cartaz do adepto, talvez familiar do português José da Fonseca, que entrou no relvado. O homem corria em direcção a uma baliza quando foi placado e colocado no chão. Talvez magoado, reagiu e os seguranças, incompreensivelmente, responderam com bastonadas. Inacreditável.
O público percebeu, começou a assobiar e foi um espectador com a camisola do FC Porto que deu o mote: correu na direcção dos seguranças e saltou a pés juntos. Não fez mais do que chamar a invasão de campo e a batalha campal.
A partir daí, os seguranças começaram a ser linchados. O árbitro, um emigrante luso, apitava mas não era respeitado pelas centenas de pessoas que estavam à sua volta. Apenas a intervenção de figuras do Benfica terá salvo os profissionais da empresa "Protectas", contratada pelo Étoile Carouge.
Trapattoni, Argel, Ricardo Rocha, Shéu e Carlos Garcia (assessor de imprensa) foram alguns dos que se colocaram no meio da confusão e tentaram travar o ímpeto bárbaro de uma multidão verdadeiramente louca. Conseguiram. Apenas um segurança desmaiou, outros saíram cambaleantes do terreno, um deles abraçado ao brasileiro Argel.
No decorrer da partida já tinham existido confrontos, em uma das bancadas. Uma hora depois do jogo os problemas prosseguiam e um emigrante português, após uma rixa, pingava sangue do nariz, abundantemente. Quase duas horas depois da partida, o ambiente junto ao estádio tinha voltado à normalidade.
«Desculpas aos portugueses»
A empresa de segurança responsável pelo jogo de ontem (não havia mais policiamento) foi contratada pelo Étoile Carouge. O presidente do emblema suíço sentiu-se responsável pelos acontecimentos e fez questão de ir à sala de imprensa pedir desculpas. Afinal, foram os seguranças que começaram com as agressões.
"Peço desculpa à comunidade portuguesa e ao Benfica. É a quarta vez que esta empresa de segurança organiza o jogo e nunca tivemos problemas. O que aconteceu foi dramático. Não é, nem pouco mais ou menos, a imagem da Suíça, onde toda a comunidade portuguesa é muito bem recebida. Já no último jogo, há dois anos, houve invasão de campo mas sem problemas. Nunca dou ordens para a violência, peço sempre cordialidade", adiantou Pierre Brodard, visivelmente consternado.
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