A crónica do Arouca-Benfica, 0-3: A força da eficácia na exibição do líder

Sem Enzo, Rafa e Ramos, águias estiveram sempre por cima e tiveram momentos brilhantes

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A crónica do Arouca-Benfica, 0-3: A força da eficácia na exibição do líder
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Uma boa exibição, coroada com excelente resultado, perante um adversário que tem sido uma das mais agradáveis surpresas da Liga, permitiu ao Benfica manter a senda vitoriosa que tem caracterizado a época. O líder do campeonato, que entrou em Arouca sem três dos seus mais influentes intérpretes (Enzo Fernández, Rafa e Gonçalo Ramos), apresentou-se com a lição bem estudada. No manual encarnado para cada jogo, bem assimilado no duelo de ontem, figuravam os elementos de domínio e autoridade; de muitas soluções coletivas na progressão do jogo de ataque e exibições individuais de grande nível (João Mário acima de todos, mas também Aursnes, Chiquinho e Grimaldo), capazes de fazerem pender os pratos da balança para o seu lado. Perguntar-se-á: mas se a atuação benfiquista atingiu níveis tão elevados, por que motivo não foi ainda mais empolgante? Porque entre a procura do golo e o apelo à segurança na sua procura não houve lugar a riscos desnecessários. As águias foram sempre superiores, sentiram-no desde o início, e não precisaram de abrir brechas na sua estrutura para chegarem onde queriam. Acresce a tudo isso que a eficácia jogou a favor – três golos em cinco remates à baliza é excelente média.

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