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A crónica do Benfica-Marítimo, 5-0: a arte de atropelar em jeito de passeio
Águias em estado de graça resistiram ao desgaste físico e esmagaram o adversário
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Um atropelo inapelável de uma equipa desgastada mas em estado de graça marcou o final da tarde de ontem na Luz, que consolidou as realidades de ambas as equipas: um Benfica líder isolado, com sete vitórias em sete jogos, um Marítimo último da tabela, com zero pontos. O jogo não teve história, porque só um jogou e teve intenção criativa; porque só as águias o quiseram vencer, fiéis ao perfil criado por Roger Schmidt no início da época e que tem depurado com o passar do tempo. A águia revelou a arte de sufocar a presa aos poucos, sem precisar de golpes violentos para se impor; agiu orientada por uma ação de desgaste continuado e, a partir do segundo golo construiu um cenário de superioridade esmagadora, que podia ter tido expressão ainda mais eloquente no resultado – como se uma vitória por 5-0 fosse curta…