A crónica do Benfica-Sp. Braga, 3-1: ponta final de luxo na revolta da águia
Em clima de tensão, os encarnados nunca se enervaram. E assinaram excelente segunda parte
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Se a Luz estava transformada num barril de pólvora, com muitas manifestações hostis, assobios, tochas lançadas das bancadas, tarjas acompanhando o descontentamento, a tarde foi muito difícil para Benfica. A equipa não se revoltou, não pecou por nervosismo, antes se deixou levar pela inércia, pelo fatalismo acentuado por um golo sofrido perto da meia hora, que a colocou em situação potencialmente complicada face ao clima exterior. O intervalo foi bom conselheiro para os campeões, que partiram para 45 minutos em que empurraram o adversário para o seu extremo reduto (os bracarenses tornaram-se inofensivos em termos atacantes) e foram criando sucessivos lances de apuro que enquadraram ponta final de luxo, com a expressão de uma revolta tardia, é certo, mas cosntruída a tempo de salvar o essencial: garantir vitória capaz de apaziguar os ânimos.