A crónica do FC Porto-E. Amadora, 2-0: canto de Vítor Bruno adormeceu dragão

Lance de laboratório do treinador desbloqueou o nulo, mas a desinspiração estendeu o jogo até aos descontos.

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O regresso de Nico González, com Varela a perder a titularidade, foi a novidade exposta por Vítor Bruno em relação à receção ao Midtjylland, o que fez com que Galeno, como lateral profundo, e Pepê voltassem a formar a ala esquerda dos dragões, enquanto o cerebral Fábio Vieira, a partir da direita para zonas de criação ao centro, o que abria a asa direita a Martim, e Namaso, nas costas de Samu, repetiram a efetividade nas mesmas posições. Com o Estrela a organizar-se num 5x3x2 coriáceo, alojado entre zonas médias-baixas/baixas, sempre com inquietação em barrar o espaço central, o FC Porto arrogou o domínio e o controlo do embate, instalando-se no meio-campo ofensivo. Os azuis-e-brancos imprimiram, no arranque do jogo, um ritmo vigoroso na circulação entre os três corredores, privilegiando as combinações pelo esquerdo para criar, e reagiram feericamente à perda, o que lhes afiançou recuperações em zonas altas, até pelas arduidades dos amadorenses em ligarem jogo. Aos 12 minutos, o nulo foi desbloqueado, após um pontapé de canto batido por Fábio Vieira à direita, com 7 jogadores a assaltarem o arco rival. Algo que Vítor Bruno tem trabalhado ainda com mais afinco nas últimas semanas. A defesa mista perfilhada por José Faria foi surpreendida pelo posicionamento de 4 jogadores ao segundo poste, onde Nico, que seria o autor do golo, e Galeno, sem marcadores, se soltaram, quando as preocupações do oponente estavam concentradas em marcações individuais a Nehuén e Otávio.

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