César Boaventura regressa ao agenciamento de jogadores

Empresário condenado em dois processos chegou a tirar certidão para abrir atividade no Brasil, mas projeto não chegou a avançar

César Boaventura
César Boaventura • Foto: Ricardo Jr.

Após ser condenado a 3 anos de prisão com pena suspensa no âmbito da 'Operação Malapata' (devido a dois crimes de falsificação e um de fraude fiscal quanto a falsificações de contrato do jogador Gedson Fernandes e certidões de empresas) e a outros 3 anos e 4 meses, também com pena suspensa, por corrupção desportiva (alegada tentativa de aliciamento a jogadores do Rio Ave antes de um jogo com o Benfica em 2016), César Boaventura regressou à atividade de intermediação e agenciamento de jogadores.

Segundo divulgou o hacker Rui Pinto na rede social X, o empresário terá constituído um novo ramo da empresa GIC no Brasil, juntamente com o sócio Paulo Ernani Souto (gestor de negócios e marketing desportivo e antigo representante da Nike no país), sediada no Rio de Janeiro e alegadamente com um capital social de 20 mil reais.

Contactado por Record, César Boaventura desmente esta informação. "Trabalho em Portugal, tenho empresa registada em Portugal e toda a minha atividade profissional é exercida e faturada em Portugal. A GIC é uma marca portuguesa registada. No Brasil não foi iniciado qualquer início de actividade, nem existe operação económica ou faturação", afirmou o agente.

Boaventura refere que a sua empresa é a Gorgeouspotential. Segundo a respetiva certidão permanente, válida até 25 de novembro de 2026, o capital social é de 500 euros, a sede é em Samora Correia e o agente é o gerente.

O empresário adianta, por outro lado: "No plano judicial, o meu julgamento no processo de corrupção desportiva foi anulado e o Tribunal da Relação mandou repetir o julgamento por violação do direito de defesa, incluindo a não audição de testemunhas relevantes e a insuficiente apreciação da prova. Não existe, portanto, qualquer condenação transitada em julgado no meu caso." E garantiu: "Por essa razão, irei avançar com um processo por difamação contra quem, de forma consciente, continuar a divulgar informações falsas ou manipuladas."

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