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Relembre a maior de todas as rivalidades entre uma águia e um dragão
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Benfica-FC Porto: 235 confrontos de eterno despique, nervos à flor da pele, emoções ao rubro, rivalidades-mil, nenhuma como esta. A história que une – e separa e volta a unir – João Vieira Pinto e Paulinho Santos não tem par. Dentes partidos, narizes quebrados, olhos negros. Um ódio-fetiche, violento, irracional. Um clássico dentro do clássico. Com bolinha.
Amor à primeira vista
O que falta em golos, sobra em expulsões. Cinco-vermelhos-cinco, o último para João Pinto, que espera pelo minuto 89 para retribuir um carinho de Paulinho. De nariz partido pelo próprio portista, responde na mesma moeda: isso mesmo, parte-lhe o nariz (!).
João Pinto é operado, dias depois, a uma fratura do nariz com desvio do cepto nasal. O Benfica lamenta "umas porradas valentes de Paulinho Santos" no ‘Menino d'ouro’ e ainda uma ferida na tíbia, ou melhor, um "autêntico buraco na perna do Tavares", provocado por "uma pancada que furou a caneleira de carbono" do médio, segundo comunicaram as águias.
O FC Porto não faz por menos: "André, José Carlos e Kostadinov saíram do jogo com traumatismos violentos", acusam os dragões, sustentados no fair-play de Bobby Robson. "João Pinto? É fantástico! Sacou sete cartões nos últimos jogos e por isso é que tem de ser bem marcado durante o jogo… Mas o que ele fez não se faz! O Paulinho tem o nariz fracturado e dois dentes partidos!", denuncia o lendário inglês.
"Não sou maluquinho!"
"As pessoas viram o que se passou… Eu não sou maluquinho para dar uma cotovelada em alguém sem mais nem menos! O fiscal viu a agressão do Paulinho, minutos antes, e nada assinalou. Pior: antes disso, já eu tinha sido alvo de duas agressões. Os ânimos exaltaram-se; alguém tinha de ‘explodir’… Lamento, estou arrependido, mas já não posso voltar atrás", argumentou o então avançado do Benfica, de 'olho à Belenenses', nariz partido… e cotovelo a ferver.
‘Bom dia colega’… de quarto
A 6 de outubro de 1994, em plena qualificação para o Euro’2006, convoca os dois jogadores e… junta-os no mesmo quarto.
Paulinho Santos aceita com bonomia, os colegas gozam o prato e João Pinto vai aos arames perante o que entende como uma falta de respeito.
António Oliveira não recua. Pior: ameaça o benfiquista. Ou aceita ou é dispensado. É 'pegar ou largar'. João Pinto acata a ordem e Paulinho hasteia a bandeira branca. Por pouco tempo...
Tudo para a rua!
Os dragões ganham 1-0. Nuno Gomes vai à linha cruzar, Rui Correia amarra a bola, João Pinto agarra-se à cara, Paulinho encolhe os ombros. Ali há gato… O capitão do Benfica queixa-se de uma cotovelada, mas ninguém lhe dá razão. Siga. Minutos depois, vendo António Costa envolto num molho de jogadores, JVP apanha o rival distraído e prega-lhe uma chapada.
Os portistas agitam-se, o árbitro apercebe-se da confusão, mas não vai além da repreensão. Costa vira as costas e Paulinho não espera dois segundos para aplicar nova cotovelada no rival. Quando este lhe responde com um pontapé, já vai com o maxilar pendurado… Vermelho! Pela primeira e única (!) vez em 21 jogos entre si, vão os dois para a rua.
"Alguém viu?!"
Esqueceu-se foi que a televisão estatal já não era a única presente nos grandes jogos… Paulinho foi ‘tramado’ pela TVI, que apanhara todo o filme. Aliás, à hora a que este desafiava tudo e todos a mostrarem imagens, já estas entravam casa adentro dos portugueses pela janelinha do cantinho direito das televisões, comprovando a agressão que protagonizara.
A federação visa Paulinho com base nestas imagens. O castigo é tão exemplar quanto inédito: suspensão total de todas as provas internas enquanto o colega de profissão não estivesse apto a competir. Contas feitas, três meses fora para cada um.
O intruso argentino
No Jamor, na final de 2000, Paulinho agride Acosta, que responde segundos depois, com uma cotovelada discreta mas ruinosa para o portista, que acaba no hospital com o maxilar perfurado e o Euro’2000 arruinado.
Meses depois, no primeiro confronto entre João Pinto e Paulhinho num Sporting-FC Porto, o portista é expulso por agredir… Acosta. Estava servida a vingança, num golpe de karaté que não apanhou o árbitro José Pratas por centímetros…
‘Adeus… amigo!’
O jogo não começa sem um tributo a Paulinho. O guerreiro das Caxinas pendura as botas e só não faz ali o último jogo por culpa de uma lesão contraída uma semana antes.
Antes do apito inicial, o momento por que ninguém esperava. João Pinto, que faria dupla atacante com Cristiano Ronaldo na consagração do FC Porto, é chamado ao centro do relvado. "Venham de lá esses ossos". Desta vez... sem os partir. Até então arqui-inimigos, João Vieira Pinto e Paulinho Santos trocam camisolas e selam as pazes com um abraço daqueles.
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