Premium 28 agosto 2022 - 02:32

O Boavista-Benfica visto à lupa: Do laboratório ao controlo

Um canto de Neres desmontou

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Petit começou por ser arguto a anular as mais-valias ofensivas do Benfica, que, mesmo se assenhoreando da posse, sentiu arduidades para encontrar espaços para desequilibrar em ataque posicional e na metamorfose da transição ofensiva em contra-ataques e ataques rápidos. Estruturado em 3x4x2x1, com Bruno Lourenço a falso 9, o Boavista alternou uma pressão alta, em que condicionou a saída desde trás dos encarnados, com o recuo compacto do bloco [1], que se reorganizava, de forma curta, entre o 5x4x1 e o 5x5x0 [1]. A grande preocupação era bloquear o jogo interior do opositor [1], o que foi abichado, e não expor os corredores laterais, o único espaço que as águias depararam para se acercarem de zonas de finalização. Sem sucesso, diga-se. É que os axadrezados exibiram uma enorme belicosidade, decisiva para se imporem nos duelos, e concentração na retirada de espaços que pudessem ser perscrutados, sem deixarem de espreitar o contragolpe, principalmente por intermédio de Gorré, atento a atacar o espaço entre Gilberto e António Silva, a (boa) escolha de Schmidt para render o castigado Otamendi.

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