O Boavista-Sporting visto à lupa: Uma questão de espaço

Quem viu a primeira meia hora deste jogo não diria que o resultado acabaria tão dilatado.

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Quem viu a primeira meia hora deste jogo não diria que o resultado acabaria tão dilatado. O Sporting defrontou um Boavista muito organizado, ambicioso com os seus posicionamentos defensivos e com (mais) um plano defensivo bem estruturado por Petit frente a candidatos ao título. Uma das dificuldades deste Sporting tem sido a incapacidade para desbloquear o bloco adversário a partir dos seus defesas centrais de forma a criar espaço para a bola chegar confortável aos seus criativos. Em largos períodos da 1.ª parte, os médios do Boavista contentavam-se em bloquear as linhas de passe para Sarabia, Edwards e Pote enquanto se aproximavam de Palhinha e Matheus Nunes, e o Sporting era incapaz de provocar a pressão de Vukotic e Makouta para encontrar espaço nas suas costas [1] , tornando a missão defensiva do Boavista simples, resumida a controlar a largura e o espaço nas costas da sua linha de 5 defesas, sem ameaças à sua frente (o chamado espaço entre linhas).

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