O Chaves-Benfica visto à lupa: Panela de pressão
Águia com mais coração do que cérebro
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A ausência do castigado Florentino conduziu Aursnes ao papel de médio-centro [1], fomentando trocas posicionais com Chiquinho [1], que não baixou tantas vezes à primeira fase de construção, libertando-se para as fases seguintes. O que permitiu ao Benfica, que se instalou com bola no meio-campo ofensivo [1], enrijecer a criatividade e a imprevisibilidade no assalto ao último terço, fruto da titularidade de Neres, industrioso a partir da direita [2]. Juntaram-se os mordazes desdobramentos de Grimaldo à esquerda [2] – infinitamente melhor na decisão do que Gilberto à direita –, de onde buscou cruzamentos cirúrgicos ao segundo poste. Só que faltou incisividade no assalto a zonas de finalização às águias, que se manifestaram mais perigosas na exploração de contragolpes e de lances de bola parada laterais do que em ataque posicional, também por mérito indiscutível do Chaves, muito sagaz a subtrair espaços de penetração.