'Pai' do VAR analisa dois lances polémicos no Tondela-Boavista
Relatório do consultor contratado pela FPF clarifica situações
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David Elleray, consultor contratado pela FPF e 'pai' do VAR, tem elaborado relatórios nos quais analisa e esclarece alguns lances dos jogos das competições profissionais em Portugal. Esta semana, o antigo árbitro FIFA e atual diretor técnico do International Board clarifica duas situações ocorridas à passagem pelo minuto 30, no Tondela-Boavista (3-1), da 14.ª jornada da Liga NOS.
1. Penálti e cartão vermelho:
- A bola é jogada para a frente, da esquerda para o centro do terreno, quando é jogada por um atacante que se dirigia em direção à área de penálti;
- Quase a chegar à área de penálti, um defesa puxa o atacante e uma vez que o contacto continua já dentro da área, o árbitro assinala pontapé de penálti;
- O árbitro decide que se trata de uma ‘clara oportunidade de golo’ e uma vez que não se trata de uma tentativa de jogar a bola, exibe o cartão vermelho ao defesa (nº 5);
O VAR efetua duas ‘verificações’:
- O contacto continuou dentro da área?
- A infração negou uma ‘clara oportunidade de golo’?
- O VAR considerou corretamente que o contacto continuou dentro da área de penálti (a linha da área de penálti faz parte da área) e que a infração negou uma ‘clara oportunidade de golo’; Como nenhuma das decisões do árbitro se pode considerar um ‘claro e óbvio erro’ o VAR não teve qualquer intervenção
2. Execução do penálti:
- No momento em que ia executar o pontapé, o jogador escorrega mas ainda assim consegue marcar golo;
- No entanto, parece que o executante toca (acidentalmente) a bola com os dois pés;
- Uma vez que esta é uma situação factual, o árbitro não necessita de ir rever as imagens do lance (OFR), e por isso um tem lugar uma ‘revisão VAR’.
- O VAR informa corretamente o árbitro que o jogador toca duas vezes a bola euma vez que este facto constitui uma infração, o árbitro assinala um pontapé livre indireto a favor da equipa defensora.