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Cristiano Bacci fez algumas revelações numa entrevista ao 'Corriere dello Sport' publicada nesta quarta-feira. "Podia ter sido o adjunto de José Mourinho no Fenerbahçe, mas preferi ficar como treinador principal e ir para o Boavista. Este ano encontrei-o com o Tondela e empatámos, mas ele não ficou chateado", afirmou, bem disposto, o técnico que salvou o E. Amadora mesmo à tangente, com o jornal italiano a falar de "proeza titânica" no último segundo, destacando as lágrimas do treinador que terminou de joelhos no relvado em Braga.
"Nesta época trabalhei em três equipas [começou nos gregos do Panserraikos, passou pelo Tondela e terminou no Estrela], era uma questão de honra terminar bem. Nos últimos tempos tive de aceitar muitas situações difíceis, mas esta permanência significa que não sou um treinador medíocre, que consigo manter-me a certos níveis", sublinhou, acrescentando: "Não gosto de coisas fáceis, já era assim quando era jogador. Só um louco aceitaria este desafio, disse-o logo, mas foi uma experiência maravilhosa. É um clube histórico, havia muita pressão. Fizemos um pouco o que o Vanoli fez com a Fiorentina."
Questionado sobre se o futuro passará pela Reboleira, Cristiano Bacci não deu certezas. "Estava no meu destino: a alcunha do clube é tricolores, porque tem três cores como a bandeira italiana. E chamaram-me a 25 de abril… Ainda não sei se vou ficar, vamos ver com a clube", limitou-se a dizer o técnico italiano, de 50 anos, que se cruzou em Portugal com um compatriota, Francesco Farioli.
"Ele venceu-me por 2-0 com o FC Porto. Trocamos mensagens com frequência. Felicitei-o pela conquista do campeonato, ele fez realmente uma obra-prima, mas eu já esperava isso. Encontrou os jogadores certos e a sua mentalidade ofensiva desabrochou", considerou Bacci, o qual revelou alguns desejos. "Se voltaria à Serie A? Claro, mas gostaria de ficar num clube por mais de um ano, começar a construir algo. Os meus bancos de sonho? Diria a Fiorentina e a Roma, as minhas equipas de coração", respondeu.
Por Nuno Miguel Ferreira