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Sérgio Vieira sem rodeios para o duelo com o Vila Meã na Taça: «É nossa responsabilidade passar esta eliminatória»

• Foto: Vítor Chi

Sérgio Vieira deixou o alerta para as possíveis dificuldades que enfrentará diante do Vila Meã, emblema da Série B do Campeonato de Portugal que amanhã às 15h30 receberá o Estrela da Amadora em jogo da 3ª eliminatória da Taça de Portugal, mas deixou claro que os tricolores têm a obrigação de seguir em frente. O treinador de 40 anos sublinhou que pretende "dar continuidade" ao bom momento da equipa, que no último jogo antes da paragem para as seleções venceu o Casa Pia, por 1-0, para a Liga Betclic.

"Mais do que evitar que o jogo se complique ou qualquer tipo de problema que possamos ter, é olhar para as coisas de uma forma positiva, dando continuidade à nossa atitude competitiva em cada momento que temos pela frente. Na Taça de Portugal, independentemente da cor da camisola, da divisão da equipa, do local, das condições em que o jogo se realiza – porque este fim de semana as condições infelizmente poderão estar adversas pela chuva e pelo terreno –, a nossa atitude tem de ser a mesma. A nossa perspetiva é positiva, de dar continuidade, e não de estar focado em acontecer isto ou aquilo", começou por dizer, garantindo estar alerta para um possível 'tomba-gigantes'.

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"Nós vemos em França, no Brasil, em competições como a Copa do Brasil ou a Taça de França, ou a Taça do Rei em Espanha, há equipas às vezes até dos distritais, da 6ª ou da 8ª divisão, que eliminam equipas da 2ª Liga ou até da primeira porque é um jogo diferente. O contexto pode ser hostil, pode ser um contexto de extrema motivação por parte dos adversários. E o que esperamos do Vila Meã é uma equipa extremamente motivada, a querer dar tudo e eliminar uma equipa da 1ª Liga, a querer fazer história, com os seus adeptos a apoiar… vamos respeitar tudo isso, mas vamos colocar tudo em nós, tudo o que nós temos dentro do jogo e a nossa atitude acima de tudo", sublinhou.

O que já se sabe é que vai rodar a equipa, dando oportunidade a jogadores menos utilizados neste arranque de época. "De uma forma natural, vamos ter algumas situações que vamos dar um pouquinho mais de volume competitivo a alguns jogadores que merecem, que estão preparados e têm jogado menos. Outros vão dar continuidade porque a equipa também precisa de alguma estabilidade e não de uma mudança radical", disse, revelando que o central Pedro Mendes, que foi utilizado no jogo-treino contra o Mafra, ainda não estará disponível por ter sentido um "ligeiro desconforto", estando 'fora de combate' nas próximas semanas.

Já sobre o dono da baliza, o técnico não levantou o véu, mas deu a entender que António Filipe, que rendeu o lesionado Bruno Brígido contra o Casa Pia, poderá voltar a ser titular de modo a dar "continuidade". "Temos três guarda-redes que todos eles podem jogar, todos merecem a nossa confiança. Para nós, vai ser importante dar continuidade ao António, que no último jogo esteve muito bem e foi premiado por não sofrer golos num jogo importante para a equipa e para ele também. E nós precisamos que ele dê continuidade na sua preparação. Se não estiver o António, estará o Wagner, que nos dá indicações que pode ser titular na 1ª Liga. E essa lógica transporta-se para qualquer jogador de qualquer posição", sublinhou, deixando a garantia: "Vamos trabalhar muito para ser responsáveis nas tomadas de decisão e para que sejamos felizes, para que passemos esta eliminatória, porque é nossa responsabilidade passar esta eliminatória."

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De resto, Sérgio Vieira abordou ainda as ambições do Estrela na prova rainha do futebol português. O técnico admite que o gostaria mesmo era conquistar a prova, mas há que ser... realista. "Queremos tudo o que é possível alcançar mas temos de ser realistas, o nosso projeto é de criar alicerces fortes e garantir que no final da temporada o Estrela permanece dentro da elite do futebol português, entre os melhores, para na próxima época estarmos cá novamente. A Taça de Portugal é uma competição paralela e um pouco imprevisível. Vai depender às vezes do calendário, se vamos jogar na casa de um grande, se vai ser num campo difícil e temos de mexer muito na equipa por lesões ou castigos... é um pouco imprevisível. Mas a nossa ambição é previsível: é a ambição máxima, seria de ir à final e ganhar a Taça de Portugal. Este clube só tem pessoas ambiciosas que querem sempre mais e melhor, mas a lógica será ir jogo a jogo e perceber o que pode dar", concluiu.

Ndour atravessa bom momento

Ao lado do treinador esteve Alioune Ndour, que deu a assistência para Ronaldo Tavares apontar o golo da vitória contra o Casa Pia. O avançado senegalês de 22 anos, que chegou este verão à Reboleira, realçou que atravessa um bom momento. "Sinto-me bem. Já tinha estado em Portugal, fui para França e voltei, não tenho estado estável porque todos os anos me mudo, mas agora estou bem e focado no meu trabalho, para fazer o que a equipa precisa. Acho que vai correr bem", atirou, garantindo que dará sempre o máximo pela equipa sendo titular ou entrando a partir do banco: "Não há competição [com os outros avançados]. Temos uma boa relação dentro e fora de campo e é o treinador que faz as escolhas. Se fico no banco e entro, faço o melhor pela equipa, nada mais do que isso."

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O ponta de lança distribuiu ainda os louros por toda a equipa no golo que deu o triunfo no último encontro, diante do Casa Pia. "Foi bom porque a equipa precisava dos três pontos naquele momento e vai precisar de mais no futuro para ganhar mais jogos. E porque não estar no top5 ou top6? Temos uma boa equipa e todos os jogadores trabalham. Mas como disse, foi um golo de equipa, porque a bola foi para o António, ele deu para o defesa, foi para o meio-campo, o Jean [Felipe] deu para mim e eu para o Ronaldo. Foi um golo de equipa", realçou.

Por Francisco Guerra
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