Pepa deixa garantia após roubar pontos ao Sporting: «Ninguém vai levantar os pés do chão»
Declarações do treinador do E. Amadora na antevisão à visita ao Alverca
Depois da recuperação de uma desvantagem por dois golos para o empate final verificado na 1.ª jornada com o Sporting (2-2), o E. Amadora segue focado para a 2.ª ronda, na qual visita o Alverca. Quem o garante é Pepa, técnico dos tricolores.
"A motivação é igual. Não altera nada, nem para cima, nem para baixo. O foco, a motivação é igual, seja o Sporting, o Alverca, o Sp. Braga, ou neste caso, o Nacional, sendo um jogo adiado, o nosso foco é total, porque cada jogo vale o mesmo, vale três pontos, é uma maratona, é sempre um passo mais", ressalvou, antes de centrar antenções no próximo adversário: "O Alverca tem crescido muito, é uma equipa jovem, bem orientada, tanto no campo, como também em termos administrativos e de condições e de evolução de trabalho. É uma equipa muito física, mas ao mesmo tempo também com uma capacidade técnica muito alta. Vamos encontrar uma equipa muito competente e muito capaz. Para primeira amostra em termos oficiais, fez um jogo muito bem conseguido e a nossa análise não se baseia só no resultado, é muito mais profunda. Sabemos que vamos encontrar uma equipa muito motivada, mas nós também estamos, vejo a motivação como uma coisa praticamente obrigatória. Somos profissionais, a motivação tem de estar alta. E temos de estar no nosso limite. Sempre. Se não fizermos o nosso papel, não temos hipótese com ninguém. Agora, como ficou provado na primeira jornada, independentemente de quem está do outro lado, e com toda a humildade e todo o respeito, mas agarrados ao processo e à nossa ideia e com muita coragem, acredito que tudo é possível. E acredito sempre que podemos ganhar. Sempre."
Face à juventude do grupo que tem à disposição, como foi notório frente ao Sporting, com a aposta em jogadores como Santiago Serra (19), Doué (20), Max Scholze (21) ou Bénito (22), Pepa mostrou-se... confiante. "São jogadores jovens, sim. Mas vejo isso com satisfação. Claro que não o escondo, é preciso ter alguns jogadores com experiência que ajudem. Que tenham um entendimento do jogo diferente, com muito mais horas em cima, muito mais jogos em cima. Mas cabe-nos a nós, não só a mim, mas a todos, fazer esse descer à terra, aqui ninguém levanta os pés do chão, não vamos deixar, isso é completamente inegociável. Mas cabe-nos a nós também no dia-a-dia, passar essa mensagem de realismo, porque conseguimos um ponto muito bom, importante, com uma reação fantástica. A perder por 2-0, uma equipa jovem podia ter descambado, mas não descambou, nem em termos físicos, nem emocionais, nem de concentração, nada, pelo contrário. É humildade, muita fome de crescer, muita fome de evoluir. Sei que eu disse já várias vezes que o potencial é grande. Temos muita margem para crescer. Mas sempre com essa rédea curta de liberdade, criatividade. Estamos cá nós para nos ajudar a ter os pés no chão, mas aqui ninguém se deslumbra."
Relativamente à resposta dada depois de estar a perder por 2-0 com o Sporting, o técnico tricolor aponta a duas vertentes. "O trabalho físico está a ser muito bem feito, a todos os níveis, abrange departamento de performance, departamento médico, alimentação, nutricionista, tudo. Mas há também aqui a parte emocional. Como em tudo na vida, tem um peso tremendo. Por isso é que temos de estar muito próximos de jogadores tão jovens, para os ajudar nestes momentos, para não deixar isto descambar em vários sentidos."
Desafiado a desvendar as escolhas na frente de ataque, Pepa explicou. "É opção estratégica e do momento também do jogador. Agora em relação, especificamente, sobre o Léo [Antonetti] e do Sydney [Van Hooijdonk]: o Léo começou, não só por opção, também estratégica, mas porque, na nossa opinião, neste momento, está-nos a dar um tipo de soluções diferentes. O Sydney tem características também muito específicas, que também temos que as potencializar e aproveitar o melhor de cada uma."