Mangala revela história com Vasco Seabra na final da Taça da Liga: «Tu é que vais decidir»

Internacional francês falou em entrevista ao jornalista Rémi Martins

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• Foto: Paulo Calado
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Eliaquim Mangala regressou ao futebol no verão passado pela porta do Estoril. Após uma primeira época na qual ajudou os canarinhos a garantirem a permanência na 1.ª Liga, o defesa-central de 33 anos deve continuar na Amoreira, como o nosso jornal já noticiou, dado que é prioridade da SAD e também deseja permanecer no clube.

Em entrevista ao jornalista Rémi Martins, o internacional francês aborda, entre outros temas, a campanha de estreia com o Estoril e destaca o papel de Vasco Seabra, a quem deixa grandes elogios. "Tive a sorte de estar num bom grupo e muito bem enquadrado, primeiro com Álvaro Pacheco, depois com Vasco Seabra. Tivemos uma conversa e entendemo-nos muito bem. Neste meu processo, ele geriu-me de forma perfeita. Avisava-me muitas vezes que eu ia jogar, para me preparar, dizia 'eu sei de onde vens em relação às tuas lesões, o teu ritmo. Vais jogar neste jogo, 30 minutos, uma hora'", diz, revelando em seguida um episódio com o técnico antes da final da Taça da Liga, em janeiro.  

"Jogámos contra o Sp. Braga três dias depois do Benfica. O Vasco Seabra hesitava em pôr-me a jogar e disse 'trabalhaste, então mereces, fizeste um grande jogo, depois de três dias, tu é que vais decidir. Se tens que jogar 45 minutos, jogas 45 minutos, não tem problema'. Consegui jogar o jogo todo", conta, acrescentando: Sempre tivemos esta proximidade que nos fez ter discussões muito honestas e abertas com o objetivo de me colocar nas melhores condições para poder ajudar a equipa. Estou muito grato, permitiu-me colocar-me gradualmente nas melhores condições para poder terminar a época sem lesões e sem falhar treinos."

Mangala vê "grande potencial" em Vasco Seabra e projeta um "futuro brilhante" ao treinador "Já passou por vários clubes, mas ainda é jovem. Tem ideias muito boas e humanamente é muito forte. Hoje em dia, no futebol, é muito importante poder gerir os jogadores. O que ele tem em particular é que realmente se questiona. Não tem problemas em dizer em frente do grupo que errou, por exemplo, e mostrar que, mesmo que seja ele o chefe, é como nós e comete erros. Está sempre à procura de melhorar, progredir, aprender. Traz muita energia, é muito exigente com o grupo e sabe separar as coisas. Isso é super importante para os profissionais de hoje, acho que o Vasco tem um futuro brilhante", justifica. 

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