Carlos Carvalhal e o Gil Vicente: «Temos que marcar presença desde o primeiro minuto»

Treinador do Famalicão está seguro de que haverá uma reação aos resultados da sua equipa

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Carlos Carvalhal
Carlos Carvalhal • Foto: Pedro Ferreira
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O Famalicão recebe, pelas 20h30 deste domingo, o Gil Vicente, procurando ainda a primeira vitória oficial desta temporada. Um resultado que, para o técnico Carlos Carvalhal, não está tão longe assim, havendo comportamentos em que os famalicenses precisam de capitalizar. 

"No Estoril fizemos um jogo razoável e, apesar do empate, não fizemos um mau resultado. No Marítimo já houve uma adversidade muito grande, fruto das dores de crescimento e temos que as aceitar. O resultado não o melhor, assim como no Santa Clara. Estamos a precisar de estabilizar a equipa em comportamentos que realizámos nas segundas partes desses jogos. As falhas são em pequenas coisas, mas é corrigível e esse facto ajuda a dar uma resposta melhor", vincou o técnico, salientando ainda as qualidades do Gil Vicente: "É uma equipa difícil, um adversário de boa capacidade, com um bom treinador. Mas acredito muito que vamos dar um passo em frente na nossa evolução, pois naturalmente as equipas que mudam de treinador têm algumas oscilações."

E acrescentou: "Importa contextualizar, sem desculpas, que nos anos transatos, exceto no ano passado, não houveram grandes saídas, foram anos de continuidade. Fruto do excelente trabalho do Hugo [Oliveira] levou a que cinco ou seis jogadores do onze, quase metade, saíssem. Houve uma renovação e é sempre difícil. Mas há algo que tem sido inabalável, a nossa atitude como equipa e o nível de objetividade. Acho que esta foi uma das últimas equipas que treinei com melhor comportamento".

O facto de o Gil Vicente só ter feito dois jogos é vantajoso? "Não creio, subtraíram ali um jogo com o Sp. Braga, mas de certeza que realizaram um jogo-treino, o que é natural, portanto não me parece que tenha afetado muito."

Que dificuldades espera? "O Gil Vicente trabalha bem, pratica um jogo positivo e vamos ver um jogo de futebol entre duas equipas que esgrimem argumentos muito idênticos. Vem aqui para ganhar o jogo, mas nós temos confiança. Os sinais que foram dados com o Santa Clara foram excelentes na segunda parte e esperemos que a equipa os coloque em prática. Temos que olhar para nós, sabendo o que o adversário faz, claro, mas olhando mais para nós."

Van de Looi pediu mais agressividade, sente que falta isso? "É uma boa questão, porque a equipa tem tido isso na segunda parte. A agressividade também pode ser com bola, não é só dar porrada. Uma coisa é passares a bola, outra é transportá-la e a equipa tem feito isso. Então, porque não faz de início? De facto, as entradas não são muito boas e demorámos a estabilizar o jogo. Mas amanhã estou seguro de que vamos ver uma reação, sem medo de errar. Confiança absoluta, porque a semana foi boa."

Há sempre bons e maus momentos dentro de uma família, mas é um bom sinal se eu tenho um familiar que me dá apoio
Carlos Carvalhal

Treinador do Famalicão

Pode haver um fator extra por conseguir a primeira vitória no dérbi? "As vitórias são aquilo que sustentam o trabalho e a parte anímica dos jogadores e dos adeptos, sabemos disso. Temos que esgrimir os nossos argumentos e o máximo de trabalho, vai ser um jogo difícil em que temos que marcar presença desde o primeiro minuto."

E pode haver ansiedade? "Haverá menos enquanto estivermos juntos. Aqui dentro, utilizamos muito a palavra família e eu disse isso perante a massa associativa no dia de apresentação. Há sempre momentos bons e maus dentro de uma família, mas se eu tenho um familiar que me dá apoio, é um bom sinal. Vamos todos a jogo como uma família. Espero que todos empurrem, porque isso retira ansiedade."

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