Carlos Carvalhal faz balanço positivo do torneio de Como: «Ficámos atrás de três equipas de Liga dos Campeões»
Técnico do Famalicão sai satisfeito com a prestação da
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Apesar da derrota diante do Como 1907, que não permitiu ao Famalicão fechar o torneio de Como no pódio, Carlos Carvalhal não deixou de mostrar-se satisfeito com o que viu da equipa ao longo desta semana. Além do forte espírito coletivo que o técnico já consegue identificar, há ainda o facto de os minhotos terem fechado a participação na prova apenas atrás de três equipas que vão disputar a Liga dos Campeões.
Análise ao jogo com o Como 1907: "Acho que foi um torneio bastante positivo para nós. Não viemos para ganhar experiência; viemos para competir e vencer. Penso que, no final dos dois primeiros jogos, podíamos perfeitamente ter chegado à final. Fizemos uma excelente partida frente ao Crystal Palace e até poderíamos ter vencido de forma confortável, mas não conseguimos. Isso acabou por nos colocar na disputa entre o 3.º e o 4.º lugares. Sabíamos que íamos defrontar uma equipa muito difícil, a equipa da casa, que disputa a Liga dos Campeões, está muito forte e já apresenta um elevado nível competitivo nesta fase da época. Ainda assim, demos uma resposta extraordinária. Houve muitas contrariedades durante o jogo, mas não vale a pena perder muito tempo a falar disso. Mesmo perante essas adversidades, antes do penálti tivemos uma oportunidade claríssima para fazer o 2-2. Depois, mesmo com o resultado em 3-1, a equipa nunca desistiu, demonstrou grande resiliência, foi à procura do resultado e podia até ter empatado em duas ou três ocasiões. Conseguimos reduzir para 3-2, mas saímos daqui satisfeitos. Ainda não estamos a 100%, porque há sempre aspetos a melhorar, mas estamos preparados para iniciar o campeonato. Estamos ansiosos pelo seu começo e, acima de tudo, prontos."
Onze repetido e mais tempo de jogo à dupla de centrais: "Definimos um onze para o primeiro jogo e outro para o segundo no primeiro dia do torneio. Para este encontro, a intenção era prolongar o tempo de utilização dos jogadores que, potencialmente, poderão integrar o onze inicial, embora possam existir alterações. Contudo, as condições atmosféricas e a temperatura não permitiram executar esse plano. Entendemos que 45 minutos, à intensidade com que o jogo foi disputado, equivaleram praticamente a 90 minutos em condições normais. Para evitar desgaste excessivo ou lesões, optámos por realizar muitas substituições ao intervalo, mantendo assim um ritmo elevado. Quanto aos centrais, os jogadores que estão numa segunda linha ainda têm pouca experiência. Aproveitámos para dar mais tempo aos habituais titulares e quisemos também testar uma solução com o Matar ao lado do Léo, numa experiência que considerámos positiva. No final, cumprimos todos os objetivos definidos para este torneio. Deixámos uma boa imagem e terminámos atrás de três equipas que disputam a Liga dos Campeões, o que também é um indicador da qualidade da competição."
Inversão do triângulo do meio-campo na 2.ª parte: "São jogadores que conseguem desempenhar essas funções muito bem. O Tamás está numa posição que lhe assenta muito bem. Ainda está a adaptar-se às dinâmicas da equipa, aos colegas e ao futebol português, mas a evolução tem sido muito positiva e melhora de jogo para jogo. Estamos muito satisfeitos com ele. É um jogador muito trabalhador, semelhante ao Matias de Amorim nesse aspeto. Recupera muitas bolas e tem também grande capacidade com bola. O Paulo consegue jogar como médio defensivo, médio-centro ou médio mais ofensivo. Já tínhamos falado sobre essa versatilidade e estamos muito satisfeitos com o rendimento de todos.
Homem-golo com Koutsias: "Acho que sim. É verdade que marcou de penálti, mas também teve um excelente remate típico de ponta de lança, ao qual o guarda-redes respondeu com uma grande defesa. É um jogador importante. Naturalmente, o Famalicão perdeu vários titulares da época passada: os dois centrais, o lateral esquerdo, o Gustavo, o Elisor e alguns avançados. No entanto, graças ao bom trabalho do departamento de scouting e à organização do clube, essas saídas foram sendo colmatadas. É evidente que o entrosamento vai melhorar com o tempo, porque chegaram vários jogadores ao futebol português e outros que jogavam menos poderão agora assumir um papel mais importante. Ainda assim, o ponto de partida deixa-me bastante satisfeito."
Aspetos fortes que já identifica na equipa: "O espírito de equipa. Somos uma verdadeira família. Existe muita entreajuda, vontade de ganhar e isso ficou bem evidente hoje. Mesmo já desgastados, depois do 3-2, os jogadores continuaram a pressionar e a procurar o empate frente a uma equipa muito forte, composta por vários internacionais. É exatamente isso que pretendemos. Nem sempre vamos conseguir vencer, porque isso faz parte do futebol. Mas a atitude e a vontade de ganhar são princípios que nunca podem estar em causa. Até ao momento, esta equipa tem demonstrado precisamente isso: espírito de família, coesão, resiliência e uma enorme vontade de vencer. Para nós, esses são atributos fundamentais para realizar uma boa época."
Queixas de Aranda e situação física de Tom van de Looi: "O Tom apenas não jogou hoje porque não quisemos correr qualquer risco. Esta manhã treinou praticamente a 100% e, na segunda-feira, deverá integrar os trabalhos sem limitações. A nossa expectativa é iniciar a semana com todo o plantel disponível e sem qualquer tipo de restrição."