Carlos Carvalhal: «O empate com o Sporting desanuviou muito mais o ambiente»
Treinador do Famalicão acredita num triunfo na Choupana frente ao Nacional
Seguir Autor:
O Famalicão defronta este sábado o Nacional (15H30), ainda à procura do primeiro triunfo no campeonato. Carlos Carvalhal acredita que a equipa pode alcançar esse objetivo na Choupana, embora perspetive um duelo equilibrado.
"No campeonato, as equipas que jogam em casa têm sempre alguma obrigação, seja contra qualquer adversário. Mas, sinceramente, acho que a responsabilidade está dividida. O Nacional precisa de vencer e nós queremos muito vencer porque queremos dar um passo à frente, queremos conseguir a primeira vitória. Não tenho dúvidas de que ambas as equipas têm a ambição de conseguir vencer o jogo. Nós temos que levar muita vontade de vencer, isso sim, e depois, no final, se a vontade de vencer e a vontade de querer vencer for grande e se manifestar em comportamentos que nós temos feito e temos vindo a melhorar, as nossas chances de ganhar são maiores.”
Vai defrontar um adversário que mudou recentemente de treinador. Já percebeu as dinâmicas deste novo Nacional?
“Eu conheço bem o Alexandre já há muitos anos, é bom treinador, esteve muitos anos como adjunto e agora assumiu como treinador principal e tem vindo a fazer bons trabalhos. Espero que ele faça um bom trabalho, mas só depois de sábado... Nós estudámos a equipa do Nacional, sabemos os pontos fortes, também sabemos onde estão os pontos fracos, da mesma forma que eles, com certeza, analisaram a nossa equipa.”
A pausa no campeonato será importante para o Famalicão?
“A pausa servirá para todos. Se chegarmos à pausa com uma vitória, obviamente que terá a sua relevância em termos mentais.”
O empate com o Sporting, conseguido da forma que foi, teve impacto no ambiente durante a semana?
“Claro que sim. O empate com o Sporting desanuviou muito mais o ambiente. Os jogadores estavam mais alegres, mais soltos. Isto é normal no futebol. Nós trabalhámos para conseguir vitórias.”
Anda ainda à procura da equipa-tipo?
“Não, nós andamos dentro da nossa identidade. O que procuramos é melhorar a nossa identidade. Nós temos já uma identidade marcada, os jogadores sabem perfeitamente o que queremos.”
Em que, na sua opinião, o Nacional é mais forte?
“É uma equipa forte nos corredores. Utiliza muitos cruzamentos. É uma equipa que tem essa característica. Pelo menos, tem demonstrado isso até ao momento. Os golos que tem feito, através de cruzamentos, vindos da faixa... Não só os alas, como os laterais, que são propensos a jogar ofensivo. E depois, a usar muitos cruzamentos para a área. Eu acho que este é o principal argumento da equipa do Nacional neste momento.”
Que leitura faz da vitória do Torreense na Liga Europa?
“É representativa da qualidade do nosso futebol. Não só na 1.ª Liga, como na 2.ª Liga. Está de parabéns o Torreense, os seus jogadores, o seu treinador, todo o staff. Tiveram uma vitória brilhante. Muito importante para o ranking de Portugal, porque ganhar pontos é muito importante. E se calhar, na maior parte das pessoas, estavam à espera que o Torreense ia ser o mau, porque não ia pontuar. E, neste momento, já pontuou. E acho que vão surpreender.”