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Ricardo Silva e o Arouca de Severino: «Não sofre golos, marca sempre e isso constitui seguramente um desafio para nós»
Técnico admite continuidade mas deixa todos os cenários em aberto
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O regresso a casa frente ao Arouca representa para Ricardo Silva uma oportunidade de o Famalicão retomar o caminho das vitórias e responder à derrota em Braga. O treinador reconheceu que o último encontro ficou aquém do pretendido, mas mostrou confiança na reação dos jogadores perante um adversário que chega moralizado.
"Foi, de facto, um resultado negativo e uma exibição negativa da nossa parte no último jogo", admitiu, explicando que os dias seguintes permitiram trabalhar a resposta: "A semana, não sendo uma semana normal para nós, permitiu-nos trabalhar coisas, corrigir outras e voltar até um pouco ao registo antes desse jogo do campeonato em Braga."
O técnico lembrou que o processo ainda está numa fase inicial. "Não podemos esquecer que leva comigo aqui duas semanas de trabalho e há coisas que a equipa está, passo a passo, a crescer e a entender melhor e a conseguir aplicar melhor", salientou. A recuperação, defendeu, faz-se "com trabalho e com tempo e preparando as coisas como têm de ser preparadas".
Pela frente estará um Arouca que mereceu elogios pelo desempenho desde a chegada de Vítor Severino. "Tem-se apresentado uma equipa muito competente em todos os aspetos. Não sofre golos nos jogos da Liga Betclic desde que ele entrou, marca sempre e isso constitui seguramente para nós um desafio", observou. Ricardo Silva já identifica a influência do treinador no adversário: "A equipa já tinha bons princípios e boas ideias com o anterior treinador, mas, da forma como nós olhamos para o jogo, já conseguimos identificar alguns traços mais do Severino."
O momento dos arouquenses exige preparação, embora o treinador relativize o peso da classificação quando começar a partida. "Vem com o ânimo em cima, naturalmente, mas vem com o dobro dos pontos. Entrará em campo desinibida, sem a pressão do resultado, por assim dizer", antecipou. Ainda assim, "quando o árbitro apita e a bola rola, estas coisas pesam pouco".
O fator casa reforça a confiança famalicense. "O facto de regressarmos a casa também constitui para nós um fator, não vou dizer motivacional, mas um fator de alegria. Regressamos a casa, queremos mostrar aos nossos adeptos e na nossa casa aquilo que somos capazes de fazer", afirmou.
Quanto ao onze, deixou todas as possibilidades em aberto, tendo já uma ausência certa, por castigo. "As alterações estão sempre em aberto de jogo para jogo, quer sejam por rendimento do jogo anterior, quer sejam por rendimento da semana de trabalho", explicou.
Futuro em aberto
O encontro antecede também uma possível definição do seu futuro. "A situação, efetivamente, mantém-se como vinha até aqui", esclareceu, admitindo diferentes cenários após a partida: "O novo ciclo que começará poderá ser com o Ricardo como treinador, poderá ser com um novo treinador, poderá ser com o Ricardo a voltar às funções de treinador adjunto interino." Para já, "«não está definida ainda"», mas acredita que "os próximos dias terão uma resposta em definitivo para todos"».
Questionado ainda sobre a despedida de Cristiano Ronaldo da Seleção, Ricardo Silva revelou ter sido surpreendido pela informação. "O Ronaldo é inquestionável, foi o melhor de todos os tempos, não há dúvida, foi grande em tudo o que fez", afirmou. "«Se ele entendeu que para ele esta é a forma de sair da Seleção e era o momento certo, nós só temos de respeitar."