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"Azia" das derrotas, nova geração de jogadores, lesões e os "amigos dos amigos": tudo o que disse Conceição

Sérgio Conceição faz este sábado a antevisão ao jogo com o Portimonense, encontro da 8.ª jornada da Liga Betclic agendado para amanhã no Estádio do Dragão (18 horas).

Análise ao Portimonense: "É uma equipa com um treinador que, depois de mim, está há mais tempo no clube. Uma equipa que não começou tão bem o campeonato, mas nas últimas deslocações ganhou ao Vitória, em Vizela, e empatou em Arouca. Sente-se confortável fora, tem jogadores rápidos nas transições defesa-ataque. Mas temos de estar preparados, assumir as despesas do jogo, a responsabilidade, e ganhar , que é o que queremos."

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Convive mal com derrota, mas as boas exibições desanuviaram o ambiente da equipa? "Não. Não estamos habituados a perder, duas vezes seguidas só aconteceu uma ou duas vezes neste anos. Fizemos coisas positivas nos jogos em que perdemos, mas também coisas não tão boas. A equipa está sempre a evoluir, mas há algo que temos de perceber e houve quem já falasse nisso. Tivemos 24 por cento do tempo em vantagem no campeonato, o que não é normal. Mesmo com a derrota, parece-me que é obrigatória essa responsabilidade de perceber o que é o FC Porto. O empenho e dedicação na responsabilidade em que há 50 por cento da possibilidade de ganhar, é diferente da responsabilidade de um jogo onde há 100 por cento de obrigação de ganhar. Se derem o máximo contra o Vilar de Perdizes e contra o Barcelona, estarei aqui para defendê-los. Não sentindo isso, não posso fazê-lo."

Derrota com o Barcelona: "Já na antevisão frente ao Barcelona se falou de experiência, das ausências do Pepe e do Marcano. Eles perceberam o que é perder um jogo, sair de um jogo em que fizemos muitas coisa bem e fugiu-nos a vitória. Há diferença na questão de espírito. Esta nova geração pensa que fizemos as coisas muito bem, os amigos dos amigos passam uma mensagem diferente da que eu passo... Estou extremamente aziado com tudo isto, não gosto de perder. Há etsa diferença de estado de espírito. O que quero é que sintam o clube, que percebam a região que representam também. Têm de evoluir, queimar etapas e por vezes falta-lhes essa responsabilidade. Essa mentalidade têm de a construir. Obviamente que não é fácil nos inícios de época, mas tem de ser, porque sofremos um ou outro dissabor."

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O que o FC Porto ganhou após derrota no clássico e com o Bacelona: "O que eu disse no fim do jogo da Luz é que vi uma equipa com caráter e personalidade, vi jogadores que nunca jogaram um clássico a mostrar personlidade, a não se esconderem no jogo. Achei muito inteligente. Houve coisas positivas, mas o resultado não foi. Houve muita coisa positiva, nomeadamente essa boa mentalidade no jogo e esteve também contra o Barcelona. Mais importante do que tudo é o jogo de amanhã. Falta, às vezes, essa mentalidade, essa responsabilidade: perceber que temos de agir e ir para cima, não reagir. É com isso que eu fico chateado, mais do que um erro técnico que possa haver."

Estado anímico de Romário Baró: "Se o sentisse contente alguma coisa estava mal. Não acho que temos de levantar a cabeça depois de uma derrota. Temos de baixar, olhar para o símbolo e perceber o que não fizemos bem, o que temos de melhorar para que no próximo jogo façamos melhor. Amanhã temos de a levantar bem, não se pode jogar de cabeça baixa antes que sejamos atropelados. É simples. O futebol é simples, não há muitos segredos".

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Por Record
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