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A SAD do FC Porto, liderada por André Villas-Boas, não vai vender ao desbarato um dos seus principais ativos e, por isso, recusou diferentes fórmulas negociais apresentadas pela Roma. O valor mínimo de um pacote global para a transferência de Rodrigo Mora está fixado nos 50 milhões de euros e as exigências portistas são claras.
Num cenário de empréstimo, semelhante ao que está em cima da mesa, terão de existir cláusulas que conduzam a uma obrigação de compra praticamente automática. Caso contrário, não haverá negócio. Tanto assim é que a proposta italiana, que previa um pagamento de 7/8 milhões de euros pela cedência de uma temporada, acrescido de 42/43 M€ para a compra definitiva mediante o cumprimento de determinados objetivos, foi rejeitada pela SAD azul e branca. Tal como outra cujo objetivo para a compra se tornar definitiva dependia de a Roma ser campeã.
Para a sociedade liderada por André Villas-Boas, os critérios que acionam essa obrigação têm de ser muito mais objetivos e não podem depender da utilização de Mora ou do desempenho desportivo da Roma na época em curso.
O presidente portista continua a defender de forma intransigente os interesses do clube e, nesse sentido, enviou uma contraproposta alinhada com essa posição: um empréstimo por 10 milhões de euros, acrescido de uma opção de compra no valor de 40 M€, com bónus e até uma percentagem de futura venda, que pode tornar-se obrigatória mediante o cumprimento de objetivos concretizáveis.
Cabe agora à Roma decidir se aceita as exigências do FC Porto. As conversas entre as partes prosseguem esta quarta-feira.