«Aos que preferiam um FC Porto calado, resta-lhes habituarem-se»: comunicado dos dragões volta ao tema da arbitragem

Bandeira FC Porto
• Foto: DR

O FC Porto emitiu este domingo um longo comunicado negando qualquer envolvimento no recente escândalo de arbitragem, que a Polícia Judiciária está a investigar. "O FC Porto não nomeia árbitros. Não participa no processo de nomeação de árbitros. Não interfere nas decisões do Conselho de Arbitragem", pode ler-se na publicação do site dos azuis e brancos.

"O FC Porto tem exigido esclarecimentos sobre o funcionamento da arbitragem e foi o único a defender a suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem, enquanto são apurados os factos sob investigação. Mais acresce, o nível das arbitragens a que o FC Porto tem sido sujeito desde o início da época é lamentável. Em seis jornadas, apenas os encontros com o Rio Ave e o Arouca ficaram livres de qualquer incidente de arbitragem com prejuízo para o clube. Nos restantes jogos, a sucessão de decisões infelizes tem encontrado, com uma regularidade que há muito deixou de ser episódica, o mesmo prejudicado: o FC Porto. É esta realidade, pública e documentada, que o clube denuncia, e não a interferência inventada por quem precisa de fabricar suspeitas onde apenas existe o exercício legítimo da defesa institucional", precisam os dragões.

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Leis o comunicado na íntegra:

"O Futebol Clube do Porto foi ontem alvo de uma tentativa tão fraca quanto grave de o colocar sob suspeita num processo em que não está envolvido. Através de rodapés televisivos cuidadosamente fabricados, anunciou-se um 'escândalo', insinuou-se que a Polícia Judiciária investigava o clube e procurou-se transformar uma posição institucional conhecida por todos numa alegada interferência na arbitragem.

É falso. Não é jornalismo, é fabricação. Não é informação, é hostilidade. E não foi um lapso: foi a escolha consciente de conhecer a verdade e contar o contrário.

O FC Porto não nomeia árbitros. Não participa no processo de nomeação de árbitros. Não interfere nas decisões do Conselho de Arbitragem.

Em janeiro de 2026, perante a incompreensível nomeação de Fábio Veríssimo para o clássico da Taça de Portugal disputado no Estádio do Dragão, o FC Porto fez aquilo que qualquer instituição responsável faria: manifestou, pública e institucionalmente, a sua estranheza e indignação.

Naquele momento, encontravam-se pendentes processos que envolviam o clube e o árbitro nomeado, tornando a escolha particularmente imprudente e desnecessariamente arriscada para a credibilidade da competição, para o FC Porto e para o próprio árbitro.

O clube comunicou essa posição ao Presidente da Federação Portuguesa de Futebol, após ser conhecida a nomeação, reconhecendo expressamente a total independência do Conselho de Arbitragem. Não houve qualquer ação escondida, pressão clandestina ou interferência. Houve uma posição pública, frontal e fundamentada, publicada no dia 13 de janeiro e conhecida por todo o futebol português.

O grande “exclusivo” consistiu, portanto, em descobrir, oito meses depois, um comunicado público e acrescentar-lhe um rodapé vermelho.

Transformar uma contestação institucional numa conspiração não exige investigação, factos ou prova. Exige apenas imaginação, desespero e uma vontade permanente de colocar o FC Porto sob suspeita.

Num momento em que a justiça portuguesa investiga eventuais interferências, favorecimentos e fugas de informação relacionados com a nomeação de árbitros, tentar inverter os papéis e envolver o Clube que publicamente alertou para os riscos do sistema é uma deturpação particularmente grotesca dos factos.

O FC Porto tem exigido esclarecimentos sobre o funcionamento da arbitragem e foi o único a defender a suspensão temporária de funções do Presidente do Conselho de Arbitragem, enquanto são apurados os factos sob investigação.

Mais acresce, o nível das arbitragens a que o FC Porto tem sido sujeito desde o início da época é lamentável. Em seis jornadas, apenas os encontros com o Rio Ave e o Arouca ficaram livres de qualquer incidente de arbitragem com prejuízo para o clube. Nos restantes jogos, a sucessão de decisões infelizes tem encontrado, com uma regularidade que há muito deixou de ser episódica, o mesmo prejudicado: o FC Porto. É esta realidade, pública e documentada, que o clube denuncia, e não a interferência inventada por quem precisa de fabricar suspeitas onde apenas existe o exercício legítimo da defesa institucional.

Quem alertou passa a suspeito. Quem tem a responsabilidade de nomear desaparece convenientemente da narrativa. Tudo em nome de mais uma tentativa de atingir o FC Porto.

A proximidade de um clássico do futebol português parece despertar velhos reflexos em determinadas redações centralistas, onde a militância se sobrepõe demasiadas vezes ao rigor e o desejo de um determinado resultado se confunde com informação. Esse desejo é legítimo. A fabricação de suspeitas não é.

O que o episódio de ontem revelou não foi qualquer envolvimento do FC Porto. Revelou, isso sim, o grau de hostilidade e obsessão que se instalou em alguns espaços mediáticos, nos quais o nome, o emblema e a reputação do clube são utilizados como instrumentos de audiência, mesmo quando os factos dizem precisamente o contrário.

Uma falsidade não se transforma em notícia por ser repetida em letras maiores. Uma insinuação não passa a ser verdadeira por surgir ao lado do símbolo do FC Porto. E um rodapé televisivo não pode substituir o rigor, a isenção e a deontologia exigidos a quem informa.

O FC Porto está a avaliar o sucedido e adotará todas as medidas que se revelem necessárias e adequadas à proteção do seu bom nome, da sua reputação e da sua imagem institucional, não deixando de recorrer, para esse efeito, aos meios que considere legalmente adequados.

O FC Porto aceita o escrutínio, a crítica e o contraditório. Não aceita falsidades, insinuações ou campanhas que procuram manchar a Instituição e transformar a defesa legítima dos seus interesses numa suspeita de interferência.

Continuaremos a falar. Continuaremos a questionar. Continuaremos a denunciar aquilo que consideramos errado e a defender o Futebol Clube do Porto com total firmeza.

Aos que preferiam um FC Porto calado, resta-lhes habituarem-se.

O escândalo não está no FC Porto.

O escândalo está em conhecer a verdade e, mesmo assim, escolher contar o contrário.

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Por Record
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