Cândido Costa aceitou o empréstimo ao V. Setúbal, segundo as últimas informações sobre este processo, embora do Sado ainda não tenha saído qualquer confirmação.
Seja como for, o caso do jovem extremo portista merece análise cuidada, porquanto passou de grande promessa a segunda figura no clube, mesmo mantendo uma posição proeminente nas selecções jovens. Em 2000/01, com Fernando Santos, ameaçou seriamente a titularidade de Capucho e afirmou-se como um activo muito valioso para a SAD azul e branca.
A época passada, porém, trouxe um verdadeiro turbilhão de acontecimentos. Octávio Machado não lhe deu oportunidades, pelo que os meses foram passando sem que o jovem atleta portista conseguisse ir além de uma participação meramente simbólica em alguns jogos. A chegada de Mourinho mudou o cenário, mas durante o período de ostracismo nunca se revoltou. “Não estou nem um bocadinho descontente”, garantia em Janeiro, atribuindo a sua escassa utilização ao facto de estar “num grande clube, o melhor do País”.
Quem não poupou nos elogios foi José Mourinho, após o triunfo contra o Benfica, nas Antas. Elogiou o carácter de Cândido Costa e apontou-o como exemplo do que pretendia para o “seu” FC Porto e fez uma comparação curiosa: “É, pela sua forma de estar em campo, um jogador muito semelhante ao Luís Enrique, do FC Barcelona”.
Como as palavras são facilmente levadas pelo vento, a boa pré-temporada de Cândido não teve continuidade nos jogos oficiais dos dragões. Aliás, neste momento, é dos jogadores de campo utilizados o que disputou menos minutos na SuperLiga (32m repartidos por Benfica e U. Leiria), olhando a que Paulinho Santos nem sequer entrou em campo para o campeonato.
Em finais de Julho, Cândido Costa mostrava-se disposto a dar tudo para vencer no FC Porto. “No passado, eu julgava que 100 por cento chegava. Hoje em dia, como o futebol está, temos que dar, se possível, 200 por cento”, afiançava, mostrando vontade de festejar um título com a camisola azul e branca. Uma alegria que não deverá ter, pelo menos esta época, apesar da boa fé que sempre demonstrou: “Sinto que, quando merecer jogar, não me cortarão as pernas...”
Galatasaray Celta, Chievo...
Ao longo da sua permanência nas Antas, Cândido Costa foi tendo conhecimento do interesse de vários clubes estrangeiros. Tendo em conta que Marco Ferreira é uma aposta de José Mourinho e que Capucho ainda está longe da reforma, não se vislumbra quando Cândido poderá pensar em regressar às Antas com possibilidades de jogar com regularidade. Por isso não é escabroso pensar-se que uma eventual negociação poderia ser interessante para a SAD do FC Porto, de forma a garantir proveitos extraordinários que equilibrem as contas, bem como para o próprio atleta. Em Setúbal, pelo menos vai poder aparecer em competição, permitindo que eventuais interessados o possam observar. No passado, já Galatasaray, Celta e Chievo apostaram na contratação de Cândido Costa, mas Pinto da Costa sempre o considerou “inegociável”. Bons tempos, esses.
VÍTOR PINTO
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