Champanhe na República

A polícia levou dez a 15 minutos a reagir ao bloqueio temporário da Avenida da República protagonizado pelos adeptos portistas, ontem à noite após a vitória do FC Porto frente ao S. Clara (5-0) que deu o título nacional aos do Norte.

Um bloqueio de champanhe sobre carros e autocarros, extinto apenas depois da chamada do reforço policial de intervenção. "Estou aqui na avenida, Zé", ao telemóvel o orgulho de um portista de Lisboa, depois do jogo visto na televisão na Casa do FC Porto da capital. "Já fui atropelado da outra vez", assegura o Manuel, sorrindo para os automobilistas. Lá em cima, no 2º andar esquerdo, o directo televisivo da RTP reteve a custo a vontade de mais de uma centena de descer à rua e fazer a festa na capital, onde se trabalha.

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Azuis de alegria, Capucho, Hélder Postiga, ou Clayton, visitaram no dorsal das camisolas o reduto lisboeta dos dragões, com cheiro a cerveja, primeiro, e depois, a champanhe. Ou vinho espumante da festa do título. Duas certezas restaram: Vítor Baía ressurgiu como mito portista, e os adeptos do FC Porto pularam ao som de "Pinto da Costa Olé!" e "Viva os portistas de Lisboa", ameaçando o segundo lugar do Sporting na hegemonia entre os corações dos adeptos de futebol.

"Uhuhuhuhuhu...gooolo", era o quatro do Porto, marcado por Deco. E os comentários, "tinha que ser, ele tinha que marcar". O presidente da Casa do FC Porto em Lisboa há oito anos, Álvaro Monteiro, era a voz dessa felicidade. "É uma alegria muito grande, e o consumar de um triunfo previsível a partir do momento em que o FC Porto ganhou ao Benfica na Luz [1-0]. O Porto é, de facto, a melhor equipa. Agora vamos 1200 pessoas, com bilhete, para Sevilha", disse.

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